De Profundis

•Novembro 26, 2009 • Deixe um comentário

Oscar Wilde escreveu um livro quando esteve preso. O livro foi o desabafo mais poético que ja li e como o proprio nome, De Profundis , tocou minha alma como somente  livros tão sublimes conseguiriam.

Neste livro há  a seguinte frase: “Algumas feridas não cicatrizam nunca, e sangram só de olharmos para elas.”

Ah meu coração, quando vc vai aprender a ser como os outros e não se transbordar tanto em amor?

“ Who never ate his bread in sorrow, Who never spent the midnight hours Weeping and waiting for the morrow…”

O pão do meu verso

•Novembro 26, 2009 • Deixe um comentário

 

Meu verso é como pão do egito:

a noite passa sobre ele e já não podes mais come-lo

 

Devora-o enquanto esta fresco,

antes que o recubra a poeira do deserto.

 

Seu lugar é o clima cálido do coração,

ele não sobrevive ao gelo deste mundo

 Jalal ud-Din Rumi

 

Respire profundamente

•Novembro 17, 2009 • Deixe um comentário

 

 

Changes

•Novembro 16, 2009 • Deixe um comentário

É tempo de mudança, quase não tenho tempo nem idéias para escrever no blog….

Bem , na verdade a cabeça está cheia de ideias, mas não consigo colocar tudo oq sinto aqui, muitas duvidas, muitos questionamentos. Só não vou mudar de emprego, mas todo o resto : casa, solterisse, alguns relacionamentos vão mudar.

É interessante pensar que ano passado na mesma época, minha vida fosse tão diferente de hoje. A vida nos traz tanta coisa que não esperamos, isso a torna tão esplendida.

E de tudo oq preciso mudar, o mais importate: EU.

Sim, tenho q aprender a me dar mais valor. Quem não pode ver a beleza que existe em minha alma, que continue cego. Cada um escolhe seu tipo de cegueira. Apesar de todo cinismo, ceticismo e cruezas do mundo, meu coração não vai se contaminar. Não vim aqui para isso.

Vim para espalhar petalas de esperança, alento e alegria aos que me são próximos.

 

bailarina

 

 

En attendant Godot

•Novembro 3, 2009 • Deixe um comentário

Esperando Godot, é uma peça escrita por Samuel Beckett em 1952. Esta peça faz parte do genero chamado teatro do absurdo. Na peça dois personagens sofrem todo tipo de desgraça mas não saem do lugar, pois “Godot” irá chegar a qualquer momento e acabar com o sofrimento deles.

Godot é uma mistura das palavras God e do sufixo ot (diminutivo em frances), significaria “deusinho”. Até o final da peça Godot não chega, a verdade é que ele não aparece. e os personagens terminam a peça no mesmo lugar.

O texto nos leva a refletir os motivos pelos quais sempre culpamos algo externo por nossos erros, e que da mesma maneira, esperamos que venha de algum lugar, que não de nós mesmos, a salvação para todo sofrimento. Esperar que algum milagre nos tire os problemas é como negar o divino em nós mesmos. Pois dentro de cada um está a chave para a solução, a cura. E percorrer o caminho ate estas chaves é que nos torna melhores, mais evoluidos.

Hoje volto a cuidar do meu jardim, que há muito tempo deixei de  cultivar. Há muito trabalho a ser feito.

flores peru

Pré-socráticos et al

•Novembro 3, 2009 • 1 Comentário

“…quem és, afinal, entre os homens? Quantos anos tens, meu caro?
Que idade tinhas quando o  Medo chegou? “ATENEU, II, p.54 E.

Não, não saberia responder a estas perguntas. Quem eu sou? sou tantas coisas, tantos sentimentos e mais um tanto de pensamentos. Quantos anos eu tenho? depende do dia. Que idade tinha quando o Medo chegou? não me lembro…só sei que sinto minhas forças e a minha coragem evaporarem dia após dia, como se o cansaço e o vazio cada vez mais tomassem conta da minha alma. 

A verdade é que ando farta das pessoas. Percebi que já gastei energia demais num mundo que insiste em cultuar a mediocridade. Estou farta da falta de delicadeza, da falta de  gentiliza, dos julgamento baseados em aparencias, da boa impressão que palavras belas e vazias de ações causam, farta de pessoas que erguem muros por medo a sua volta.  Estou me exilando desta parte do mundo, com a certeza de que não sentirei saudade alguma dele.

Até agora ocupei meu tempo cuidando dos outros, curando suas feridas. Agora preciso curar minhas feridas. Preciso resgatar a Beleza , a Luz que existe por debaixo destas feridas. E este é um caminho solitário. Curar é um dom para poucos, as pessoas em sua maioria só aprenderam a fazer feridas e apontá-las.  Descobri isto muito tarde.

 

Tristeza

Um homem, infinitas possibilidades

•Novembro 3, 2009 • Deixe um comentário

 

1 homem

Saramello,simplesmente psicodélica!!

•Novembro 2, 2009 • Deixe um comentário

 

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WHY NOT?

•Outubro 26, 2009 • 1 Comentário

Wind, i hear your voice again

•Outubro 23, 2009 • Deixe um comentário

Hoje o vento assoviou nos meus ouvidos. Veio me avisar sobre as coisas a que não posso me furtar. Ah, como eu amo as vozes que vêm com o vento. Não posso mais viver a vida neste imutavel cotidiano, meu espírito é livre demais para isso, e tem sofrido com isso.

 As pessoas erguem muros altos, muros feitos com medo , medo de mudanças, medo de que alguém as veja com realmente são, medo de serem feridas. Não percebem que estes muros não possuem sequer uma fresta, por onde o vento possa passar. Elas não escutam mais os ventos.

Eu tenho muito para pensar…