Моя маленькая (My Little One)

•janeiro 14, 2012 • Deixe um comentário
Moya malen’kaya (Моя маленькая)
Ландыш, ландыш белоснежный,
Розан аленький!
Каждый говорил ей нежно:
«Моя маленькая!»

— Ликом — чистая иконка,
Пеньем — пеночка… —
И качал ее тихонько
На коленочках.

Ходит вправо, ходит влево
Божий маятник.
И кончалось всё припевом:
«Моя маленькая!»

Божьи думы нерушимы,
Путь — указанный.
Маленьким не быть большими,
Вольным — связанными.

— Будешь цвесть под райским древом,
Розан аленький! —
Так и кончилась с припевом:
«Моя маленькая!»

My Little One

White lily of the valley
Red rose
Everyone says her -
“My little one”

Pure ikon with Saint face
Meerschaum with singing
They dandled her
Slowly

God’s pendulum
Goes to the right than goes to the left
But everything ends with chorus -
“My Little One”

God’s ideas are inviolable
Road (to Him) is well-know
If you are little you aren’t big
If you are free you aren’t constrained

You will flower near to Eden’s wood,
Red rose!
It ends with chorus-
“My Little One”


A Minha Dor (Florbela Espanca)

•novembro 25, 2011 • Deixe um comentário

A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal…
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias…
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…

Serenata

•setembro 1, 2011 • Deixe um comentário

“Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo”

(Cecilia Meireles)

 

Bolo de Chocolate com Vinho do Porto

•março 5, 2011 • 1 Comentário

Sou uma chocólatra assumida e feliz com meu vício. O vinho do Porto deu notas aveludadas a este vício. Há alguns anos eu não fazia bolos, mas ontem me deu uma vontade enorme de faze-lo. E resolvi inaugurar este friozinho com uma receita que me foi dada por uma paciente portuguesa, por quem tenho um enorme carinho. Com voces: Bolo de chocolate com vinho do Porto.

Ingredientes:

1 xícara  (chá) de manteirga sem sal

2 1/2 xícaras(chá) de açucar

1 xícara (chá) de chocolate em pó

4 ovos

1 xícara (chá) leite

1 cálice de vinho do Porto

1 pitada de sal

3 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa rasa) de fermento

Modo de fazer:

Bata as claras em neve com uma pitada de sal,acrescente as gemas, reserve. Bata a manteiga, o açucar e o chocolate, até ficar cremoso. Acrescente a este creme as claras em neve delicadamente, sem bater. Acrescente o leite, o vinho, mexendo com cuidado. Adicione a farinha e o fermento peineirados e misture bem à massa. Unte uma forma e polvilhe com farinha, coloque a massa do bolo. Asse o bolo por mais ou menos 40 minutos em forno moderado (+/- 210° C).

Bon appétit !!

Ständchen

•fevereiro 17, 2011 • Deixe um comentário

 

 

Gut Nacht, gut Nacht, mein liebster Schatz,
Gut Nacht, schlaf wohl, mein Kind!
Daß dich die Engel hüten all,
Die in dem Himmel sind!
Gut Nacht, gut Nacht, mein lieber Schatz,
Schlaf du, von nachten lind.

Schlaf wohl, schlaf wohl und träume von mir,
Träum von mir heute nacht!
Daß, wenn ich auch da schlafen tu,
Mein Herz um dich doch wacht;
Daß es in lauter Liebesglut
An dich derzeit gedacht.

Es singt I’m Busch die Nachtigall
I’m klaren Mondenschein,
Der Mond scheint in das Fenster dir,
Guckt in dein Kämmerlein;
Der Mond schaut dich I’m Schlummer da,
Doch ich muß ziehn allein!

Good night, good night, my lovely treasure,
Good night, sleep well, my child!
May you be guarded by all the angels
That are in Heaven!
Good night, good night, my dearest treasure,
Sleep softly through the night.

Sleep well, sleep well and dream of me,
Dream of me tonight!
Then, when I also go to sleep,
My heart will watch over you,
And because of the passion of your love,
It will think of you.

A nightingale sings in a bush,
In the clear light of the moon,
The moon shines on you from the window,
Peeps into your bedroom;
The moon observes you in slumber there,
Yet I must make my way alone!

A paz é um ideal (Hermann Hesse)

•fevereiro 3, 2011 • Deixe um comentário

“Nas nossas ruas estreitas, os mercadores passam o dia vendendo, para pagarem seus impostos aos ladrões exploradores do Ocidente. Nas terras estéreis, o campones ara o solo e planta as sementes que lhe caem do coração, alimenta-as com suas lágrimas, mas colhe somente espinhos, sem que ninguém o oriente quanto a verdadeira técnica. (…) Desde o ínicio temos vivido na escuridão, eles nos levam de uma prisão para outra como se fossemos prisioneiros e ridicularizam nossa situação ao longo dos tempos. Quando virá a alvorada? Até quando teremos que aguentar este ultraje ao ser humano? (…) Com a força de nossos braços, erigimos as colunas de todos os templos, carregamos nas costas a argamassa para a construção das grandes muralhas e das piramides inexpugnáveis, tudo isso em nome da glória. Até quando deveremos continuar construindo palácios magníficos e morando em choupanas miseráveis? (…) Ó Liberdade, escuta-nos,  fala pela voz de alguém, um só que seja, pois um grande incendio começa com uma pequena faísca. Ó Liberdade, basta que despertes um coração com um ruído de tuas asas, pois de uma nuvem solitária vem a luz que ilumina as profundezas dos vales e os topos das montanhas. Com teu poder, dispersa as nuvens negras….” (Gibran Khalil,Espíritos Rebeldes).

Delegacia deAzbakeya, um dos mais notórios de detenção e tortura, saqueada e incendiada pelos manifestantes no Egito. Um local onde, por longos anos, os direitos humanos foram esquecidos. Quantas mães perderam seus filhos lá? Quantos amigos, irmãos esposos, filhos lá entraram, foram torturados e assassinados? Lugares como este não podem mais existir. Perder alguém que nos é querido já é doloroso o suficiente, saber que esta pessoa tão querida foi torturada antes de ser assassinada…creio não haver um nome para este tipo de dor.

Azbakeya Torture station destroyed

Galeria de 3arabawy – صَحـَـفي مِصـْـري

Meus sinceros votos de paz e liberdade ao povo do Egito, que a ditadura de Mubarak seja definitivamente expurgada do país.

La Galana y el Mar

•janeiro 28, 2011 • Deixe um comentário

“…Nadie sabrá jamás cómo quiero a Diego. No quiero que nada lo hiera, que nada lo moleste y le quite energía que él necesita para vivir, vivir como a él le dé la gana, Pintar, ver amar, comer, dormir, sentirse solo, sentirse acompañado; pero nunca quisiera que estuviera triste. Si yo tuviera salud quisiera darsela toda, si yo tuviera juventud toda la podría tomar, No soy solamente la madre, soy el embrión. El germen, la primera célula que- en potencia- lo engendró. Soy él desde las más primitivas y más antiguas células, que con el tiempo se volvieron él. Cada momento él es mi niño, mi niño nacido, cada ratito, diario, de mí misma. Afortunadamente las palabras se fueron haciendo. ¿ Quién les dio verdad absoluta? Nada hay absoluto, Todo se cambia, todo se mueve, todo revoluciona, todo vuela y se va… Diego-principio Diego-constructor Diego- mi niño Diego-pintor Diego-mi amante Diego-mi esposo Diego-mi amigo Diego- mi madre Diego-mi padre Diego-mi hijo Diego-yo Diego- universo…”

El Diario de Frida Kahlo

Tumulto

•janeiro 28, 2011 • Deixe um comentário

TUMULTO

Tempestade… O desgrenhamento
das ramagens… O choro vão
da água triste, do longo vento,
vem morrer-me no coração.

A água triste cai como um sonho,
sonho velho que se esqueceu…
( Quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu!…)

E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,`
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará…

 

Cecilia Meireles

 

DECADENCE AVEC ELEGANCE ? Para que serve “isto”?

•janeiro 27, 2011 • Deixe um comentário

Eles-Caetano Veloso

De quando eu era pequena guardo boas lembranças de LPs espalhados pela casa, havia LPs de minha mãe, de quando ela era mais nova. Me recordo de ouvir Rita Pavone, Françoise Hardy, Mercedes Sosa, Beatles, enfim uma riqueza de estilos, idiomas e tendências musicais. Hoje nas rádios só escutamos musicas em inglês (musicas comerciais na maioria dos casos) e na nossa língua-pátria, pagode e axé basicamente. Porque esta massificação? Por que estamos nos deixando emburrecer tão mansamente?

Cinema, bem cinema é Cinemark, com suas salas gigantes, pipocas gigantes, copo de coca-cola gigante de 1 litro, preços gigantescos também. Mas esta grandeza pára por ai, os filmes são em sua grande maioria enlatados americanos, de conteúdo pobre e final previsível, e pode ser pior: filmes dublados numa tradução com um português sofrível e interpretação medíocre. Cinema na Augusta?? O que é isso? “Lá não é lugar de gays, putas e emos? tem cinema lá??” já ouvi isto tantas vezes, que tristeza…

Mas existe vida fora do cinema americano, existem filmes lindos, delicados, que fazem a gente chorar, rir. Filmes que mostram outra realidade além da “La Land, na Gringolandia”. Paisagens diferente, já vi cenas  belíssimas do cinema iraniano, musicas tocantes em filmes sérvios, ri muito com filmes russos e poloneses, chorei em filmes italianos. Lembro de uma vez ter me emocionado demais num filme turco/grego, sobre o relacionamento de um avó e seu neto ( The touch of spice). Vi documentários sensacionais realizados na África, com sérias denuncias de exploração de minérios, pessoas, etc. Coisas que nunca havia imaginado, tudo isso eu vi em filmes não americanos. Por que o preconceito então? Por que o medo de  ir a um cinema que não fica num shopping? É só um cinema na rua, não é uma expedição pela selva amazonica.

Estamos nos tornando um povo embrutecido, mal-educado, estupido. Estamos deixando que, dirigentes (eleitos por uma maioria  de anencéfalos) nos guiem como um rebanho dócil para um futuro incerto. Estamos dando a pouquíssimas pessoas, de inteligência duvidosa, o poder de decidir o que devemos ler, ver na TV ou no cinema e ouvir nas rádios. A TV  dita como você deve ser vestir, quanto deve pesar, o que deve falar, a revista Caras dita como deve ser sua casa.  De uma maneira subliminar é embutido na sua mente o maior de todos os medos: SER DIFERENTE, PENSAR DIFERENTE OU MESMO PENSAR. Como um país que sempre exaltou a diversidade, agora luta tanto para ser uma massa uniforme?

Brasil, o país dos espertos!!! “Nóis é esperto porque num precisa de cultura, nóis num precisa lê pra ganhá dinheiro, nóis vai rebola na TV e sair na Playboy, nóis vai virá pagodeiro, nóis vai virar BBB. Nóis num gasta dinheiro cum livro, mas assina Caras. Nóis nunca foi na Sala São Paulo, porque lá é caro e só toca musica chata de véio, mais nóis paga 800 paus numa calça da Diesel, pros outrô vê que nóis é do mundinho fashion!!! Nóis acha que viaja pro exterior é ir pra Miami comprar roupa e perfume, lá nem precisa falar ingrês, as vendedora fala nossa lingua!!! Nóis compra caminhonete importada e joga latinha de refri e bituca de cigarro pela janela!! nóis tem cachorro de raça caro que faz cocô na grama do prédio ao lado, ai nóis que é esperto, sai de fininho e deixa o cocô da “fifi” no vizinho!!! Nóis reclama da Dilma, do PT, mas num lembra em que deputado votou na ultima eleição!!!! Nóis num vai ver exposição de arte porque nóis assinou pra ver o BBB 24 hs por dia, pra ter assunto com as amiga !!! A escola cara que pagamô pros nossos filhos, ah é só pra mostrar pros amigos que a gente tem grana, ninguém aqui quer filho nerd chato, que sabe tudo!! Nóis também acha que teatro só vale a pena se for comédia,porque aqueles dramas que faz nóis pensar é tudo de ruim!! Pensar dói demais!!!!”

Nóis é Brasil, andando com nossas Loui Vuitton (que não sabemos nem pronunciar corretamente) e levantando o dedinho mínimo na hora de tomar nosso licorzinho no copinho de cristal Bohemia. Nóis é Brasil, e sabemos que a felicidade mora nas pequenas coisas, no nosso caso , no nosso pequeno cérebro. Nóis é Brasil, povo eternamente mediano baixo que’e feliz com o cabresto e viseira da “Dolce Gabbana” ou qualquer outra marca (o importante é ser de marca chic),  que limita bem visão e nos faz andar sempre em linha reta!!!

Quando foi que viramos “isto”?

Eu não quero “isto” para minha vida e você? Vai ficar sentado ai no “trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar?”

Sonhei penhascos

•janeiro 25, 2011 • Deixe um comentário
 


Wiracocha temple

Upload feito originalmente por Fernanda.W

“Sonhei penhascos, quando havia o jardim aqui ao lado”

(Hilda Hilst)

 
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