arte, Malaga, mulheres, viagem

Revello de Toro

Entre os muito museus em Malaga, um em especial me surpreendeu. Félix Revello de Toro consegue pintar mulheres como poucos. Cada quadro, parecia captar a alma de cada uma de suas modelos, com um esmero impressionante. Caminhando pelas salas da casa , observando as pinturas, quase se escuta o sussurros daquelas mulheres, elas riem, sorriem, miram um horizonte, contam sobre suas vidas, choram. Voce sai de lá apaixonado por todas, pois são tão únicas. O local do museu já foi a casa- atelier de Pedro de Mena, é um dos escassos exemplos da arquitetura doméstica malaguenha, com a distribuição dos comodos em torno de um grande pátio.

O museu também conta com exposições temporárias. Não abre as segundas-feiras e aos domigos e feriados fica aberto somente das 10:00 as 14:00 hs. Para mais informações o link para o museu: Museo Revello de Toro

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Among the many museums in Malaga, one in particular surprised me. Félix Revello de Toro manages to paint like few others the women. Each painting seemed to capture the soul of each of his models with impressive care. Walking through the rooms of the house, observing the paintings, one can almost hear the whispers of those women, they laugh, smile, look at a horizon, tell about their lives, cry. You leave the museum in love with all those women, they are so unique. The site of the museum was once Pedro de Mena’s atelier, and it is of the few examples of Malagan’s domestic architecture that remains, with the distribution of rooms around a large patio.

The museum also has temporary exhibitions. It does not open on Mondays and on Sundays and holidays it is only open from 10:00 a.m. to 2:00 p.m. For more information the link to the museum: Museo Revello de Toro

 

 

 

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Receitas, receitas&memories

As Tres Graças

As entradas são como pequenas histórias que contam sobre viagens a terras distantes, falam dos aromas e sabores destas terras e nos preparam para a viagem que irá se iniciar. Seguem aqui receitas de 3 diferentes entradas, que chamei de “As Tres Graças”. Na Mitologia Grega elas eram as deusas do banquete, concórdia, encanto, gratidão, ou seja, as graças. Homero as descreve sempre acompanhando a comitiva de Afrodite. São  uma espécie de musas. Apesar de muitas variações o trio  mais frequentemente citado é composto por Tália, Eufrosina e Aglaia

Tália, a que faz brotar flores

3

Ingredientes:

250 gr de damasco seco

200 ml de creme de leite

50 ml de suco de limão

150 gr de pistache picado no precessador

sal

geléia de morango

 

Modo de preparo:

  1. Abra os damascos ao meio com cuidado para não separar as partes. Reserve.
  2.  Torre os pistaches no forno por 10 minutos, retire e deixe esfriar. Pique no processador. Reserve
  3. Bata o creme de leite com o limao e tempere com sal. Deve ficar numa consistencia de um cream cheese.
  4. Montagem: recheie os damascos com este creme batido , deixando um pouco do creme para fora. Passe sobre o pistache picado e arranje em um prato onde o fundo já esteja com uma camada de geleia. Pode ser guardado em geladeira por algumas horas (caso deseje preparar com antecedencia)

A mistura da geleia, com o damasco, o creme azedo e o pistache são divinos.

 

Eufrosina, o sentido da alegria

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Ingredientes:

1 baguete cortado em fatias (pode ser outro pão)

300 gr de cogumelos picaods (uso um mix de varios tipos)

100 gr de queijo brie

1 échalote  cortada em brunoise

2 alhos picados em brunoise

3 colheres (de sopa) de manteiga

3 colheres (de sopa)salsinha picada na hora

gengibre e cardamomo em pó

shoyo  (mais ou menos 2 colheres de sopa, se necessário coloque mais)

Modo de preparo:

  1. Numa frigideira coloque um fio de azeite de oliva e toste as fatias de pão de ambos os lados. Reserve.
  2. Numa outra frigideira derreta a manteiga. Adicione a echalote até que doure levemente, acrescente o alho e os cogumelos (previamente picados), mexa bem.
  3. Adicione o shoyo, o gengibre , o cardamomo e a salsinha picada
  4. Os cogumelos costuma soltar muito liquido, deixe evaporar, deve restar pouco suco (mas não secar totalmente)
  5. Disponha numa assadeira os pães. Em cima de cada fatia coloque uma porção do mix de cogumelos  e depois em cima pedaços de queijo brie. Leve ao forno até o queijo derreter

Esta entrada serve bem com vinho branco ou um tinto mais leve.

 

Aglaia, a claridade

Ingredientes:

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2 l de cerveja escura (das que são levemente adocicadas)

100 gr de manteiga

100 gr de farinha de trigo

2 ramos de canela em pau

4 gemas de ovos

400 ml de creme de leite

sal

Croûtons

2 claras de ovo

140 gr de açucar

Suco de limão

Modo de Preparo

Esta entrada é uma sopa.

  1. Fazer um roux claro com a manteiga e a farinha. Reserve e deixe esfriar
  2. Levar a cerveja para ferver com a canela e  espessar com o roux já frio, mexendo constantemente. Deixar cozinhar por 5 minutos.
  3. Realizar um liason com as gemas e o creme de leite e incorporar a sopa já fora do fogo. Importante é cuidar para que a temperatura do liason seja sempre morna, o liason dará uma textura mais acetinada a sopa.
  4. Prepare as claras em neve e incorpore o suco de limão.
  5. Montagem: coloque a sopa, os croûtons imersos e por cima pequenos “meregues”. a sopa pode ser montada em copinhos ou em pequenos bowls.

Especialmente boa para inverno e antes de pratos que usem linguças, carne de porco ou pato. Vou ficar devendo a foto pois só faço esta sopa no inverno e na Nova Zelandia, agora é verão.

Para ouvir

 

 

 

poesia

Antiga canção para embrulhar memórias

Portuguese/English

Está tudo bem? ou está tudo vazio?

Em um dos olhos um sim

No outro um não

Na garganta uma canção simples

Ou seria tristeza?

Como apagar o que meus olhos já viram?

Perdi meu talismã em terras estranhas

Levaram meu casaco com meus sonhos no bolso dele

Dos meus exércitos, só restou uma bandeira rasgada no chao

Onde o sangue já seco cobre a serpente tatuada.

Minha carne cortada arde no sal de tua saliva

Nada para além da silenciosa solidão.

É preciso correr para não perder o trem.

É preciso correr para não ser devorado.

É preciso correr.

O que não é para já

É para Jupiter

Dentro de um livro encontrei um papel manchado de flores

Onde embrulhei minhas memórias.

…………..

Is everything alright? or is it all empty?

In an eye a Yes

In the other a No

In the throat a simple song

Or was just sadness?

How can I erase what my eyes have already seen?

I lost my talisman in strange lands

They took my coat with my dreams into the pocket.

From my armies, only one torn flag remained on the floor

And dried blood already covers the tattooed serpent.

My cut meat burns in the salt of your saliva

Nothing but the silent solitude.

You must to run or you’ll miss the train.

You must to run or you’ll be devoured.

You must to run.

What is not for now

It’s for Jupiter

Inside a book I found a stained paper by flowers

Where I wrapped my memories

 

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sobre a vida

Heartbreak House

A maioria de nós cresceu vendo as mães sufocarem suas dores físicas e ou emocionais, sua vida era pautada em  fazer a casa funcionar e isto podia incluir calar as dores dos filhos se necessário, para não incomodar o pai. Então, chorar, gritar, reclamar ou qualquer outra reação num momento de dor era vista como indesejável, desagrável, que incomodava, era algo que com certeza geraria algum tipo de repreensão, cara feia da mãe, e na cabeça de muita criança o “não-amor da mãe”. Toda criança busca reconhecimento, amor, e pra ser amado muitos de nós aprendemos que tinhamos que ser “fortes”, engolir o choro, etc. Quando sufocaram o seu primeiro choro?

Acrescente a isto uma cultura judaico-cristã que sacraliza o sofrimento, desde que ele venha seguido seguido do perdão ao algozes, que tem na sua máxima expressão um messias que foi crucificado e  perdoou tudo. E, para cereja do bolo, temos uma sociedade atual onde voce só pode ser feliz e produtivo o tempo todo, selfies ostensivas de sua felicidade em mídias sociais são obrigatórias . Não se contempla mais nada para fora do Eu, além do Eu, um universo de narcisos. A soma destes fatores nefastos não tem como abraçar pessoas com dor, que sofrem, que ficam doentes, que se sentem tristes, afinal elas são tudo o que mais se despreza neste contexto que criou-se.

Não é a toa que eu em 20 anos de clínica contava nos dedos os profissionais com empatia para acolher pacientes que sofriam de dores cronicas. E mesmo na vida pessoal foram incontáveis as vezes que me vi completamente só, quando adoeci, via de regra para mim doença é solidão na certa, as pessoas somem.  Não fomos adestrados para lidar com gente doente, triste. Nos afastamos automaticamente , as vezes sentimos raiva até, não aceitamos a pessoa que “nao sabe ser forte e para de levar sua vida normalmente”, a despeito de doença ou qualquer outro fator limitante.

Entender o motivo de nossa incapacidade de empatia , muitas vezes requer mexermos nas feridas da infancia, e mesmo anos de terapia não sao suficiente para chegar perto delas. Se analisarmos bem a maioria de nós vivenciou formas variadas de violencia, as vezes fisica, as vezes verbal , as vezes na forma silenciosa da indiferença. Nossos pais reproduziram o que aprenderam e nossa sociedade via de regra é violenta, “só os  fortes sobrevivem”. E isto em tempos antigos podia fazer algum sentido, mas hoje não faz. Mexer nestas feridas dói, então assuminos discursos que “foi ruim, mas me fez ser quem eu sou (no sentido de ser alguem forte)” ou jogamos pra baixo do tapete, fingindo que não aconteceu. Ver alguem chorar, reclamar de dor, de tristeza é algo que fala diretamente a nossa criança que foi oprimida, reprimida. O que aprendemos a fazer com ela? oras, é feio chorar, é feio reclamar, se a pessoa não “melhora” o comportamento ficamos longe dela, retiramos aquele individuo do nosso “circulo bolha feliz e para fortes”. Obviamente não podemos lidar com a dor de todos no mundo, mas usando este argumento não estamos sequer acolhendo a dor dos mais próximos, filhos, esposa, marido, amigos próximos.

Imagino que se cultivassemos em nós a capacidade da empatia, poderiamos amar verdadeiramente,  para além disso é um terreno confuso onde muitas coisas podem ser chamada de amor, mas não são. Então, minha mente vagueia até um filme que assisti há muitos anos atrás de Sokurov. O filme, Mournful Unconcern  baseou-se na peça para teatro de Bernad Shaw, chamada Heartbreak House: A Fantasia in the Russian Manner on English Themes. Tanto na peça quanto no filme os personagens estão completamente desconectados com a relidade e entre eles. Durante todo filme se escutam barulhos de tiros e bombas da 1° e 2° guerra, alienados à tudo isto os personagens seguem suas histórias, eventualmente fechando as janelas/portas quando o ruído fica muito alto. O ápice do filme é, quando alguns dos personagens, fazem uma aula de Yoga na sala, nas janelas passam como num filme cenas da 1° e 2° guerra mundial, pessoas sendo mortas, tiros, bombas. Um deles fecha as janelas indiferente a tudo que se passa lá fora, o professor de Yoga pede para que eles respirem e concentrem-se em seus umbigos, ao que um personagem responde: “Mas não é o que temos feito até agora?”

Nós não acolhemos o outro pois nunca fomos acolhidos, nunca nos foi ensinado acolher, aliás foi nos ensinado algo que vai no sentido oposto, acolher alguém o torna fraco. E seguimos feridos e ferindo. Sair deste vórtice requer uma grande honestidade e coragem consigo mesmo para olhar o passado e resgatar o que se perdeu quando nosso primeiro choro foi calado.

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Mournful Unconcern Sokurov

 

uma pequena cena do filme, infelizmente não encontrei nenhuma com subtitulo.

Musica

Samba em Prelúdio

Portuguese/English

Numa noite de 1962, Baden Powell foi a casa de Vinícius de Moraes com uma canção que ele dizia ser apaixonada e cheia de amor. Ele chegou na casa de Vinícius por volta das nove da noite, ansioso por lhe mostrar a canção, que imaginou ser cantada por uma mulher e um homem juntos. Sentaram-se à mesa os 3: Baden, Vinícius e uma garrafa de whisky.

Já eram 3 da manhã, eles já na terceira garrafa de whisky, estavam quase bebados e nada de Vinicius escrever a letra. Então, Baden lhe perguntou o que havia de errado. Vinícius num primeiro momento disse que nao era nada, depois disse que era um pouco desagradável, foi evasivo e por fim disse que preferia não escrever a musica. Baden  insiste em saber o motivo. Vinícius então “eu acho que voce plagiou esta musica, todos os jornais vão dizer Vinicius e Baden plagiaram uma musica”.

Baden surpreso  pergunta:” Plagio de quem?” Vinicius responde: “Claramente de Chopin”. Baden lhe assegura que não era Chopin, afinal ele conhecia bem a música os prelúdios, etc. Vinícius não se convence e retruca dizendo que Baden tinha bebido muito. Vinícius resolve acordar sua esposa, que era pianista e grande admiradora de Chopin. Lucinha escuta a música e diz ser uma bela cançao e que seguramte não era Chopin. Vinicius então retruca: “até voce está contra mim?”, se volta para Baden e diz: ‘Neste caso então, Chopin esqueceu de compor esta musica. Vinicius se senta em frente a maquina de escrever e em poucos tempo escreve esta belissima letra para a composição de Baden

Foto barretão - vinícius, baden e miléne demongeaut

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One evening in 1962, Baden Powell went to Vinícius de Moraes’ house with this song , which he described as passionate and full of love , for Vinicius to write the lyrics. Baden  got to Vinicius’s at around 9 p.m., excited to show him the song, which he imagined being sung by a man and woman together. The three of them sat at the table: Baden, Vinicius and a bottle of whisky. By the time they were on their third bottle at around 3 or 4 a.m., Baden grew worried that they still had no lyrics and were “nearly drunk.”

Baden asked Vinicius what was wrong. Vinícius at first time said that it was nothing, then said the issue was “disagreeable”, Vinicius was evasive, at last he said he would rather not write the song . Baden pushed him, and he exclaimed, “I think this is plagiary! It will be all over the newspapers, ‘Baden and Vinicius plagiarize.’”

Baden was surprised and told Vinicius the song wasn’t plagiarized, but asked“plagiary of whom, of what?” Vinicius responded, “This is clearly Chopin!” Baden assured Vinicius the song wasn’t Chopin’s, he knew well the Preludes, etc . Vinicius was not convinced and said that perhaps Baden had had too much to drink. Vinícius decided to wake up his wifeLucinha, who was a pianist and a great admirer of Chopin , Vinicius summoned her to listen to Baden play the song. Lucinha confirmed to the tipsy duo that the song was beautiful, romantic, and by no means Chopin’s. Vinicius responded to Lucinha, “Even you are against me!” He turned to Baden and said, “In that case, Chopin forgot to compose this song.” He then turned to the typewriter and wrote the lyrics, all at once.

“Because without you, I don’t even know how to cry
I’m a flame without glow, a garden without moonlight
Moonlight without love, love without being given

Without you, I’m just lovelessness
A ship without sea, a field without flowers
Sadness that goes, sadness that comes
Without you my love, I’m no one

(woman’s part):
Ah, what saudade, what desire to see our life reborn
Come back, my dear
My arms need yours, your embraces need mine
I’m so alone, my eyes weary of staring into the distance
Come, behold life
Without you, my love, I’m no one”

sobre a vida

Pensamentos soltos no vento

São quase 3 da manhã. A previsão era de uma grande tempestade entre quinta e sexta-feira. Choveu, mas nem de longe a tempestade esperada. Coloquei minha filha para dormir, dormi junto. Acordei as 1 da manhã, talvez por ter dormido tão cedo. E por mais que o sono estivesse aqui dentro, o vento canta feroz, levou a tempestade embora e removeu o véu de nuvem, e dona Lua apareceu bailarina de tango lá no salão azul marinho.

Como dormir com esta lua e este vento me chamando? Sou noturna, maritma. Tento dormir, nada. Leio no celular uma carta linda, linda, com cheiro de mar de Caymmy para Jorge Amado, onde ele contava sobre uma nova canção que havia escrito sobre Iemanjá. Acabo levantando, abro a janela, o cheiro do mar no vento.

Iemanjá, minha mãe. Nasci em Porto Alegre, cidade de Iemanjá, assim como tantas outras cidades que são de Mãe Janaína no Brasil. Sempre fui dela, soube disso a primeira vez que vi o mar. Eu, menina de poucas palavras, fiquei horas conversando silenciosamente com o mar. Eu recordo vividamente este dia, do cheiro, do toque das ondas. Aqui não tem centro de Umbanda, com os atabaques que tocam , com o altar pra rainha do mar cheio de rosas brancas, tampouco festejam o dia dela. A primeira vez que eu entrei num centro de Umbanda, uma mulher me segurou e disse: voce é filha de Janaina, nunca entre no mar sem saudá-la. E não há uma unica vez que, quando eu pise na areia, na beira do mar, em silencio eu diga: Saravá Iemanjá, to aqui minha mãe pedindo permissão para entrar em tua casa, voltei para teu colo, voltei para ser ninada no barulho de tuas ondas.

O vento daqui tem sempre cheiro de mar. Eu queria escrever sobre outras coisas, mas só consigo sentir o cheiro do mar, pensar que queria fazer um altar para Iemanjá em meu jardim e que queria sentir a agua do mar banhando meus pés, depois encostar minha cabeça na areia, e ouvir lá ao longe, trazida pelo vento lá da Bahia viria, a voz demorada e calma de Caymmy. Suite dos Pescadores sussurrando com o vento nas ondas.

 

Travessia

carpe diem

All of me

Um amigo me propos  tirar 1 foto por dia, em preto e branco, por 7 dias seguidos, sem pessoas , sem explicações. Foi uma experiencia divertida pois há muito tempo não tirava fotos em P&B. Fotos aleatórias, o que vejo durante meu dia. Surpreendentemente percebi que as fotos tem muito de mim, do que eu gosto, de como vejo o mundo.

A friend asked me to take a black and white picture for 7 days at a row. Out of my life, without people on it and without explanation. It was a funny, interesting and delicious experience. I have not photographed black and white in a long time. Here are the 7 photos and one more, about what I saw and where I went in 7 days. Out of my life but full of me.

7 fotos mais 1 / 7 pics and 1 more