Pré-socráticos et al

“…quem és, afinal, entre os homens? Quantos anos tens, meu caro?
Que idade tinhas quando o  Medo chegou? “ATENEU, II, p.54 E.

Não, não saberia responder a estas perguntas. Quem eu sou? sou tantas coisas, tantos sentimentos e mais um tanto de pensamentos. Quantos anos eu tenho? depende do dia. Que idade tinha quando o Medo chegou? não me lembro…só sei que sinto minhas forças e a minha coragem evaporarem dia após dia, como se o cansaço e o vazio cada vez mais tomassem conta da minha alma. 

A verdade é que ando farta das pessoas. Percebi que já gastei energia demais num mundo que insiste em cultuar a mediocridade. Estou farta da falta de delicadeza, da falta de  gentiliza, dos julgamento baseados em aparencias, da boa impressão que palavras belas e vazias de ações causam, farta de pessoas que erguem muros por medo a sua volta.  Estou me exilando desta parte do mundo, com a certeza de que não sentirei saudade alguma dele.

Até agora ocupei meu tempo cuidando dos outros, curando suas feridas. Agora preciso curar minhas feridas. Preciso resgatar a Beleza , a Luz que existe por debaixo destas feridas. E este é um caminho solitário. Curar é um dom para poucos, as pessoas em sua maioria só aprenderam a fazer feridas e apontá-las.  Descobri isto muito tarde.

 

Tristeza

2 comentários sobre “Pré-socráticos et al

  1. Minha Vida,

    Acho que você pensou a mesma coisa que eu, mas do jeito que você se expressou me pareceu outra coisa. Então, vou dizer baseado no que está escrito, mas releve caso eu tenha entendido errado.

    Da forma que você descreve, parece que você busca um abandono completo e generalizado do convívio com as pessoas (se for este o caso, por favor me avise logo, para a gente já não comprar casa junto :-P). É compreensível que a mediocridade, a superficialidade e a banalidade encontrada numa esmagadora maioria das pessoas é algo bastante opressor para a mente pensante e o coração sensível. É por isso, entre outros motivos, que precisamos aprender, em algum ponto de nossas vidas, a *ESCOLHER* com quais pessoas queremos nos importar, e o *QUANTO* queremos nos importar com elas.

    Exile-se, sim. Encontre a *sua* caverna solitária, o *seu* lugar seguro, encontre a sua força, o seu caminho, as suas escolhas, encontre Você mesma. Mas não feche a porta, se não as pessoas que gostam de você não conseguirão entrar.

    Lembre-se, a primeira regra para ajudar às outras pessoas, é que elas queiram ser ajudadas.

    Beijos😉

  2. engraçado como dizendo que não sabes responder às perguntas acabas de o fazer.
    e é claro que sabes quando o Medo chegou em todas as tuas palavras o demonstras pois tu não o receias desde nunca.
    exílio é como levantar muros e só se chama assim porque somos nós a levantá-los.
    nunca esqueças que não existe nada que resista à dádiva do Amor total mas essa dádiva somos nós que possuímos o critério de entrega.
    (fora do comentário: a tua sensibilidade assusta e atrai como o maior sol da maior galáxia é incrívelmente perigosa para ti e para os outros)

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