poesia

A menina que comia chuva

Tenho saudades do que é breve

e vai para além dos barcos.

Esvai-se com a alvorada.

 

Da menina que se perdia no tempo,

andando sob a chuva,

para sentir-lhe o gosto na boca

e tinha a ilusão de um dia comer um pedaço de nuvem e de uma estrela.

 

Saudades daquela menina:

amante das ruas, andarilha das tardes.

Que corria de bicicleta

Só para sentir o vento nas faces

A minha menina.

Eu mesma.

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1 thought on “A menina que comia chuva”

  1. uuem és tu?
    quem és tu que te atrves
    a voar
    como se fosse natural
    ou
    se de repente
    pudessemos subverter
    os limites
    sem qualquer dor?
    quem és tu, afinal?

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