devaneios, poesia

O ladrão de estrelas

Numa noite perfumada de estrelas ele veio. Chegou tarde, todos já dormiam, e foi silenciosamente roubando, uma a uma, as estrelas do céu. Isto aconteceu há muito tempo.

Na pressa, penso que levou também meus olhos-de-menina. Digo isso porque algumas noites são bem escuras e porque as vezes a poesia desaparece no horizonte. E, sinto quase como um arrepio, uma tristeza adentrar pelas frestas de minha alma. Então, tenho que mergulhar na minha parte mais profunda, e resgatar as memórias, a magia que aqueles olhos viram um dia.

É por isso que as vezes me calo. E me fecho. Como uma tentativa de voltar a ver as estrelas, de respirar poesia. Eu mergulho para não sufocar.


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1 thought on “O ladrão de estrelas”

  1. Sabe aqueles textos que a gente queria que fossem nossos. Traduziu algo que tá escondido aqui nas noites escuras em que quero me convencer que as estrelas ainda estaram lá se eu quiser abrir meus olhos. Mas na verdade? Eles já estão abertos.

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