Travessia , parte 4

De Porto Alegre seguimos até uma pequena cidade litoranea, Praia do Cassino.

A Praia do Cassino, fundada em 1890 é o balneário marítimo mais antigo do Brasil, situada no município do Rio Grande, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Criada para ser um centro de turismo pela Companhia de Bondes Suburbanos da Mangueira, subsidiária da Companhia Carris Urbanos, tomando vantagem da linha férrea entre Bagé e Rio Grande, que foi depois expandida até a então Costa da Mangueira.

O diretor da companhia, Antônio Cândido Sequeira, buscou investidores entre os membros da sociedade do Rio Grande e, com apoio do governo estadual, conseguiu desapropriar as terras do local, visando criar um balneário nos moldes dos que existiam na Europa e no Uruguai. Ao ser inaugurada em 26 de janeiro de 1890, abrangia três quilômetros ao longo da costa por dois quilômetros de largura, cortados ao meio por uma linha férrea que levava ao Centro do Rio Grande. Mais tarde, recebeu a denominação de Villa Sequeira, em homenagem ao seu idealizador.

O bairro-balneário tornou-se o centro de lazer de grandes empresários – em geral descendentes de alemães, portugueses, ingleses ou italianos que vinham com muito dinheiro para o Hotel Atlântico.

Cerca de 2 kilômetros passando o navio encalhado, existem ruínas daquele que, segundo os moradores mais antigos, viria a ser um imenso cassino que, devido à perseguição a italianos e alemães durante a Segunda Guerra Mundial e a proibição do jogo de roleta em 1946, causaram danos à economia local e o abandono da construção. Existem ruínas de outra construção similar indo na direção dos molhes da barra, onde é possível localizar ao visualizar uma caixa d’água abandonada a m eio caminho dos molhes. Atualmente, ambas as ruínas estão semi-cobertas pela areia, quase desaparecidas.

Um vento triste sussura lamentos todo o tempo aqui

Uma cidade que parece que parou no tempo. Possui um cinema muito antigo e pequeno. De uma calma tristeza, como uma sombra quase imperceptivel que se vai junto com as areias que vão cobrindo tudo oq ue havia ali. O vento sussura todo o tempo um lamento.

Uma estátua de Iemanjá guarda a praia vazia.

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