Uma Rosa floresce

No dia 1° de dezembro de 1955, uma mulher negra recusou-se a sair de seu lugar no onibus para dar lugar a um homem branco. O motorista deu a ordem para que todos os negros fosse para tras, e enquanto todos obedeciam, aquela mulher negra permaneceu no seu lugar.

Ela foi foi presa por desobedecer à ordem do motorista, pois embora a legislação municipal não determinasse explicitamente a segregação, dava poderes discricionários ao motorista para determinar os lugares dentro do veículo.

Declarada culpada em 5 de dezembro , Rosa Parks foi multada em US$10,00, mais as custas judiciais de US$4,00, punição da qual ela recorreu. Na noite da prisão de Rosa Parks, Jo Ann Robinson, líder do “Women’s Political Council”, imprimiu e fez circular um panfleto em meio à comunidade negra de Montgomery, no qual dizia:

“Outra mulher foi presa e jogada na cadeia porque se recusou a levantar-se de seu lugar no ônibus para que um branco se sentasse. É a segunda vez desde o caso de Claudette Colvin que uma mulher negra foi presa pela mesma razão. Isto não deve continuar. Os negros também têm direitos e se os negros não andarem de ônibus, eles não poderão operar. Três quartos dos usuários são negros e ainda que sejamos presos ou tenhamos de ficar de pé com bancos vazios. Se nada fizermos para parar com essas prisões, elas continuarão. Da próxima vez poderá ser você, ou sua filha, ou sua mãe. O caso dessa mulher será julgado na segunda-feira. Nós estamos, desta forma, pedindo a cada negro para não entrar nos ônibus na segunda em protesto pela prisão e pelo julgamento. Não andem nos ônibus para trabalhar, para ir à cidade, para ir à escola ou para qualquer coisa na segunda-feira. Vocês podem se dar ao luxo de não ir à escola por um dia se não tiverem outros meios de ir que não por ônibus. Você também pode deixar de ir à cidade por um dia. Se você trabalha, pegue um táxi ou caminhe. Mas por favor, crianças e adultos, não andem de ônibus na segunda. Não andem em nenhum ônibus na segunda.”

Por 13 meses negros andaram a pé mas não usaram onibus. 13 meses de resistencia.

Após varias derrotas e tentativas de pararem o boicote feito aos onibus pela populaçao negra, a Suprema Corte atestou a inconstitucionalidade das leis de segregação. O boicote – e a sua subsequente vitória – deu origem ao Movimento das Liberdades Civis nos Estados Unidos e deu a Martin Luther King Jr. notoriedade nacional, tornando-o um dos principais líderes da causa.

Tudo isso começou pelas mãos de uma mulher negra.

Olhando hoje as invasões da PM, armados, truculentos contra nossos jovens estudantes que ocupam as escolas paulistas, escolas publicas, eu quis e quero muito que um levante comece. Que eles resitam. que eels no futuro sejam lembrando como aqueles que não deixaram algo tão precioso, que é a educação, morrer neste estado cada vez mais dominado pelo facismo.

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