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A não poesia

A realidade esmaga a poesia diária

Passamos os dias tão atarefados

Que nem a dor no peito é percebida.

Respirar, ver, comer, mecanicamente.

É preciso terminar a lista de tarefas

Para morrer em paz.

A realidade urge retirar a poesia,

Este hóspede delicado e incoveniente,

Na paisagem aspera, cinzenta e asfixiante.

E , assassinada milhões de vezes

A poesia ainda canta ao longe, baixinho

Nos esperando em uma música.

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Pelos muros de Palermo, Buenos Aires
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