poesia

Au revoir

Meus olhos acompanhavam

Quando ele virou aquela esquina

E se dissolveu no ar

Não lembro ao certo que dia era

Não tenho a lembrança de fazer frio ou calor

Apenas sabia que era o tempo certo da partida

Au revoir e não volte, disse baixinho para mim mesma

Nunca te amei, conclui.

Tua presença viscosa e sufocante.

Conviviamos.

Nunca foste minha criação, não te construí

Um amontoado de partes costuradas ou pregadas por outras pessoas.

Naquele dia virou a esquina um Eu que não era meu, que não era eu

Lufadas de ventos enchiam meus pulmões.

Escutas?

São as nuvens falando, é a agua inundando o jardim,

São meus pés desnudos bailando sobre a terra.

Soy una luciernaga que arde en el fuego de las estrellas

Mon coer est une boîte a musique

Sou feita de um sortilégio antigo

Não posso ser lida

Apenas  imaginada.

 

tarsila
Tarsila do Amaral, Figura Só
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