Musica, sobre a vida

Blowin’ In The Wind

Há um parque em Auckland que fica no bairro de Orakei, e ao lado deste parque há um cemitério. A região foi alvo de disputas entre ingleses e os maoris, há uma longa história de negociações e interepretações errados de ambos os lados. Mas enfim, o fato é que hoje em uma parte do bairro há um parque e ao seu lado um cemitério antigo.

Já passamos algumas tardes lá. E em algumas eu pude observar aquele homem de longe. Leva consigo sempre uma mochila, cabelo desalinhado de morador de rua, um andarilho. Ele sempre está no cemitério, as vezes parece varrer as folhas que caem e se acumulam, esquecidas por sobre as lapides. As vezes ele parece falar com alguém, contar histórias, fica um bom tempo conversando em frente a uma lápide, e embora esteja longe o suficiente para que eu não escute suas conversas, elas me parecem muito cativantes, ele gesticula gentilmente e sorri, suas mãos parecem passaros voando. Em outros momentos ele deixa de conversar e começa a dançar, depois pára e fica quieto, numa postura silenciosa, olhar fixo, calmo. E se vai.

Com quem será que ele conversa? Qual sua história? Será que ele sabe que o tenho observado com muita curiosidade?

Ontem, depois de uma noite insone, eu estava no parque, esperando o tempo passar, até dar o horario de bucar minha filha na escola. Sentada ao sol para diminuir o frio, vi que ele dançava por entre os tumulos, eu sentada ao longe lia meu livro e durante algumas pausas o olhava. Ontem ele conversou com mais de um tumulo. Foi então, que pela primeira vez ele ao ivés de ir para o lado que costuma ir embora, mudou de direção. Veio na direção que eu estava. Ao passar por mim me deu Bom Dia e seguiu, preso a sua mochila um pequeno celular que tocava Bob Dylan.

Hey ! Mr Tambourine Man, play a song for me
I’m not sleepy and there is no place I’m going to
Hey ! Mr Tambourine Man, play a song for me
In the jingle jangle morning I’ll come followin’ you.
Though I know that evenin’s empire has returned into sand
Vanished from my hand
Left me blindly here to stand but still not sleeping
My weariness amazes me, I’m branded on my feet
I have no one to meet
And the ancient empty street’s too dead for dreaming.

Ah este Universo que fala atráves da música…

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1 thought on “Blowin’ In The Wind”

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