poesia

Blur

Cega a atmosfera uma triste melodia

Que relembra o sol que não veio.

O cheiro de roupa umida no varal

Um ar tão liquido que pega na garganta

Onde teu nome vive aprisionado.

Quando virás?

Quando o dia esta cinza e branco

Uso a cor dos teus olhos para desenhar.

Abro a janela para um imposível vento

Mas ele vira a esquina em outra direção.

No jardim, a noite, senhora caprichosa

Faz sua entrada silente.

A Dama Negra não trouxe o vento,

Nem a chuva, nem você.

Me deito no manto de estrelas

Meu mudno impermeável às palavras

Onde a escuridão cantarola canções de ninar.

A Noite sussurra que amanhã

Voce não virá também,

Nem depois de amanhã,

Nem talvez…

A tua chegada é como um sonho borrado

Pela chuva e pelos dias quentes.

 

michael peen
Photo by Michael Penn

 

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