ativismo

Marielle Franco, presente.

Dificil explicar para alguem de fora que América do Sul é uma mera colonia dos países do hemisferio norte, que latinos não tem direitos, que se mata por nada, que vidas especialmente de mulheres, de ativistas de direitos humanos, de negros, de índios valem menos ainda. E que quem patrocina tudo isso são os grandes e ricos empresários do hemisferio norte, que a paz e a civilidade das cidades de lá custa o sangue e as riquezas de nossa terra, que não tem nada a ver com merito, trabalho duro e sim com exploração do mais forte , com roubo, com assassinato, a Europa nao seria o que é hoje sem o ouro e outras riquezas que foram roubadas da Africa e América Latina, não existe magica, conhecimento, conforto, isto custa para ser produzido. Voce paga barato uma blusa porque tem gente trabalhando como escravo na produção desde o algodão que faz sua blusa até a confecção. O nosso sistema é monstruoso, ele mata todo dia, praticamente nada do que consumimos vem sem sangue de alguém.

Nesta noite mais uma foi morta. As mortes nas favelas tem relaçao com o trafico, com a corrupção da policia, com politicos corruptos que estão vendendo o Brasil. O trafico é um dos maiores gerador de riqueza no mundo, riquezas estas que não ficam nos países produtores de drogas. Num país pobre cidadao comum e policia se corrompem para sobreviver mais um dia, a pobreza é algo feio , quem vê um filho morrer de fome, quem vê familiar morrer  num corredor  de hospital cheio de gente esperando o unico medico atender, quem não sabe o que vai ser da vida na semana seguinte só quer sobreviver, a coisa é complexa para quem é de fora e tenta simplificar sob uma ótica deformada de um mundo que nunca conheceu a barbarie.

A vida na América Latina não vale nada, na Africa também , mas falo da minha América pois foi onde nasci. Não existe mundo civilizado, primeiro mundo, paises subdesenvolvido, paises desenvolvidos, existe um mar de barbarie, vivemos numa barbarie, encharcados de sangue, quem não vê a barbarie é porque mora na Casa Grande, longe das Senzalas onde escravos apanham, sao mortos, estuprados e sofrem toda sorte de tortura, mas para quem vê o panorama de longe há sangue por toda parte. Quem tenta se impor contra os grandes , contra os que mantém nosso status de colonia, quem luta para libertar minorias, proteger meio ambiente , todos eles  morrem. Mariella se junta hoje a longa sala dos mártires latinos, que um dia acreditaram numa América Latina livre. Só esta semana um ativista que denunciou a poluição causada por um empresa norueguesa, a Hydra, foi morto, hoje professores em São Paulo apanharam e foram duramente reprimidos pela policia durante um protesto pacifico. Quem será o próximo?

“Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minh’alma cativa…”

Quando me falam em Primeiro Mundo o que eu vejo é um lugar onde o sangue é colocado elegantemente debaixo dos tapetes, onde nasci tem tanto sangue derramado e tão pouco tapete que não conseguimos disfarçar, mas basicamente somos o mesmo grupo que vive na barbárie, pela lei do mais forte, nunca fomos civilizados. Como bem disse o personagem do filme The Barbarian Ivasions: “Contrary to belief, the 20th century wasn’t that bloody. It’s agreed that wars caused 100 million deaths. Add 10 million for the Russian gulags. The Chinese camps, we’ll never know, but say 20 million. So 130, 145 million dead. Not all that impressive. In the 16th century, the Spanish and Portuguese managed, without gas chambers or bombs, to slaughter 150 million Indians in Latin America. With axes! That’s a lot of work, sister. Even if they had church support, it was an achievement. So much so that the Dutch, English, French, and later Americans followed their lead and butchered another 50 million. 200 million dead in all! The greatest massacre in history took place right here. And not the tiniest holocaust museum. The history of mankind is a history of horrors. ”

Rio de Janeiro city legislator Marielle Franco has just been shot dead days after exposing the slaughter of young black residents of the favela Acari, in Rio, by members of the death squad of the military police after the favelas were occupied by the Brazilian army. Brought up in a favela herself, Marielle was a huge voice for black women’s rights and all minorities. Please spread the word of this new victim of the coup in Brazil.

marielle

To understand :

https://www.theguardian.com/world/2018/feb/27/brazil-military-police-crime-rio-de-janeiro-favelas

https://www.theguardian.com/world/2018/mar/15/marielle-franco-shot-dead-targeted-killing-rio

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/15/politica/1521080376_531337.html

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