poesia

Meu verso

Enquanto faço o verso, tu decerto vives.

Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.

Dirás que sangue é o não teres teu ouro

E o poeta te diz: compra o teu tempo.

Contempla o teu viver que corre, escuta

O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.

Enquanto faço o verso, tu que não me lês

Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.

O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:

“Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas”.

Irmão do meu momento: quando eu morrer

Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:

Morre o amor de um poeta.

E isso é tanto, que o teu ouro não compra,

E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto

Não cabe no meu canto.

Hilda Hilst

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poesia, sobre a vida

Travessias…

Semana que vem terei férias!!!

Estou exausta, sem tempo de escrever, sem tempo de responder aos posts, sorry ;-(

Semana que vem, começo a organizar uma nova etapa para minha vida.

Do jeito que está nao pode ficar.Chegou o tempo da Travessia.


“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas .

Que já têm a forma do nosso corpo.

E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia.

E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos…” (Fernando Pessoa)


sobre a vida

Nestlé, killer kat

Na minha casa não entrará mais nenhum produto da Nestlé, nada.

Nestlé, maker of Kit Kat, uses palm oil from companies that are trashing Indonesian rainforests, threatening the livelihoods of local people and pushing orang-utans towards extinction.

We all deserve to have a break – but having one shouldn’t involve taking a bite out of Indonesia’s precious rainforests. We’re asking Nestlé to give rainforests and orang-utans a break and stop buying palm oil from destroyed forests.

A Nestlé compra óleo de dendê para seus chocolates da empresa Sinar Mas, que destrói a floresta da Indonésia para plantar dendezeiros e eucalipto para produzir papel. A sobrevivência de comunidades locais e dos orangotangos, nativos da floresta, está ameaçada.

 

Kit Kat. El chocolate crujiente que destruye los bosques. Nestlé fabrica Kit Kat y para ello utiliza aceite de palma. Entre sus empresas proveedoras está la mayor responsable de la destrucción de los últimos bosques de Indonesia, que también afecta muy negativamente al modo de vida y al sustento de la población local y está ocasionando la extinción del orangután.

Todos merecemos tomarnos un respiro, siempre y cuando esto no suponga darle un mordisco a las últimas selvas tropicales de Indonesia.Pedimos a Nestlé que dé un descanso a las selvas tropicales y a los orangutanes, y deje de comprar aceite de palma procedente de la destrucción de los bosques.

carpe diem, devaneios, sobre a vida

Uma menina e o Nunca

Foi só quando perdi minha mãe e minha avó que eu compreendi em toda a extensão e profundidade a palavra NUNCA.

Passamos os dias a dizer nunca mais vou fazer isso, falar aquilo, ou mesmo nunca mais quero olhar na cara de fulano. A verdade é que a palavra nunca, é bem mais profunda. Ela traz consigo um punhado de dor, muitas vezes misturado a saudade, outras vezes a uma sensação de incapacidade de mudarmos algo que já não poderá mais ser mudado. As vezes só sentimento de nostalgia, cuja a imensidão só sabe quem conheceu o Nunca face a face.

O Nunca é a certeza que o tempo não voltará. O Tempo, este tesouro sem preço, que desperdiçamos quase todos os dias. Quando o Nunca chega o Tempo acaba.

Quando eu era pequena gostava de encher minhas mãos com areia da praia, para depois, ver e sentir os grãos de areia escorrendo por entre meus dedos. Quando as mãos ficam vazias de areia, elas se enchem do Nunca.

Quando o Nunca voltar a me visitar, que ele encontre alguém que amou alem do que era possível amar, que chorou até secarem todas as lágrimas que eram para se chorar, que riu tanto, que o som das risadas tenha ecoado até mesmo no espaço.

E assim a menina que queria comer um pedaço de nuvem se tornou amiga do Nunca.

carpe diem, devaneios

Um violinista no telhado

Um violinista está no telhado.

La esta o violinista tocando canções, la em cima tocando para quem passa.

Ele toca nossas alegrias, ele toca nossas tristezas.

Ele, como um equilibrista daqueles que tem asas invisiveis, passeia por sobre os telhados.

Toque para, Tevye, o leiteiro.

Toque uma musica para as moças que não querem se casar.

Toque para as crianças que sonham em visitar a Lua.

São tempos de mudanças, de incertezas. Mas la continua nosso violonista.

Ele está acima de tudo isso, ele ve os ventos dançando sua mais nova dança, e toca com eles.

As cordas deste teu violino, tocam musicas eternas.

Toque para mim.

Toque uma musica em que eu reconheça a voz de minha avó, de minha mãe, toque um acalanto para meu coração.

Quero fechar os meus olhos e só escutar sua doce melodia.

E viajar com os acordes de seu violino, para um mundo

Onde os Homens nunca aprendam a ter medo de amar.

devaneios, sobre a vida

About Love, About God

Quando amamos uma pessoa, aos poucos a imagem, a forma física desta pessoa desaparece e você fica mais em contato com a essência dela. E se você mergulhar mais fundo, a essência da pessoa amada pulveriza-se no ar e abre-se o Além.

Seu bem amado é apenas uma porta, e através dele você encontrará o Divino.

Sempre nos parece difícil estar em contato permanente com o Divino, com o Criador, ele não tem começo nem fim, nossas faculdades são limitadas no que cerne a imaginar sua grandiosidade. Mas o caminho para chegar até Ele é sempre através de uma pessoa.

Ame, portanto.

E que o Amor não seja uma competição, mas uma profunda aceitação do outro, sem julgamentos. Convide-o então, ao Amor, para que penetre e mergulhe em você também, sem qualquer condição.

É somente quando amamos desta maneira, nesta intensidade, que o Divino inunda os poros de nossas almas, e por alguns instantes, somos capazes de vislumbrar a face do Criador.

E como já dizia um poeta, Amar se aprende amando, então não nos demoremos mais com palavras, que nossos corações sejam cálices sempre a transbordar Amor.