Argentina, Baleias Patagonia, Brasileiros vivendo na Argentina, Gaiman, Patagonia, Patagonia destino, Provincia de Chubut, viagem, viagem a Patagonia

Patagônia- Península Valdes

Este é o última parte de uma série que comecei a escrever sobre nossa viagem a Patagônia. Península Valdes foi nossa última parada. E devido a minhas muitas mudanças e em parte a minha preguiça, só estou escrevendo agora. Peninsula Valdes foi sem dúvida um dos locais mais bonitos em que eu já estive. Aliás, na Patagônia, meu olho que não crê mirou o divino, uma daquelas experiências raras que a vida traz.

20762548744_d70b89fe94_o(1)

Como chegar: voce pode pegar um vôo partindo de Buenos Aires até Trelew ou até Pueto Madryn e de lá voce vai de carro até a Península Valdes. Voce pode se hospedar em Trelew, Puerto Madryn ou mesmo na Península Valdes, isto vai depender do seu planejamento da viagem. No nosso caso, chegamos de avião por Trelew, alugamos um carro, fizemos alguns passeios na região e depois de Trelew até Península Valdes fomos com um taxi (preço fechado e daí voce combina com o motorista), pois queriamos fazer vários passeios na Península . Para entrar voce paga uma taxa, então se tiver que ir mais que um dia para lá, terá que pagar mais uma vez a taxa de entrada. Ficando hospedado lá voce só paga uma vez. Voce também pode ir de carro de Buenos aires, se vc gosta de aventura. As estradas não são de todo ruins, porém fique atento a gasolina. Na região patagonica voce pode passar muito tempo sem ver um posto de gasolina, então programe as paradas tendo em vista os postos/cidades no caminho. São mais de 8 horas de carro saindo de Buenos Aires, mas se for contar as paradas, possíveis congestinamentos, isto pode aumentar muito.

21186977929_b2e82b3441_o

Onde se hospedar na Peninsula Valdes: nós ficamos em uma pequena , mas muito confortável pousada, chamada Patagonia Lodges. Tem um vista excepcional para o mar, e fica a duas quadras do centro , e por ser levemente afastada, a noite voce desfruta de um delicioso silencio. Mas para quem quer outras opções segue este link de pousadas e hoteis em Puerto Piramide:  Puerto Piramide Accommodation.O centro é bem pequeno, tem poucos restaurates e lanchonetes, mas a maioria é muito gostosa. Uma vez lá com exceção dos passeios pela ilha, voce faz tudo a pé.

Onde comer: A não ser que as coisas tenham mudado muito, o local tinha poucas opções, mas não posso reclamar, comi bem e a um preço justo. O que voce não pode perder: a região tem cervejas artesanais absurdamente deliciosas, feitas com o lúpulo patagonico. Então, voce não terá outra oportunidade de provar esta iguaria em nenhum outro lugar do mundo, aproveite. Outra dica: os vinhos torrontés. tais vinhos são proveniente provavelmente de uvas da região da Espanha, que por conta do clima distinto do país d eorigem, possuem um sabor mais marcante, mas muito interessante. Segue aqui alguns dos locais que eu gostei muito.

  1. La Estacion: deliciosos pratos, drinks muito bem feitos, uma ambiente cheio de histórias, tickets de shows de rock memoráveis nas paredes , atendimento excelente, amei a musica. Acabamos comendo lá quase todos os dias da nossa estádia. Link da pagina deles é aqui
  2. El Viento Viene El Viento Se Va: pensa num lugar lindinho de tudo, com sucos deliciosos, e ainda de quebra alguns artesanatos locais para comprar. Um local bem legal para tomar um cafe da manha, lanche da tarde ou algo mais leve. Não percam os sucos, lá mesmo no inverno é muito seco precisamos estar hidratados. Segue o link do blog dos produtos de artesanatos , etc  que voce encontra lá http://vientoviene.blogspot.co.nz/

viento

 

Passeios : Depende do que voce quer ver voce tem que saber escolher sabiamente a época que voce vai visitar , pois a época das orcas é uma , a das baleias com filhiotes é outra, a dos elefantes marinhos também. Ou seja, se voce quiser ver tudo, terá que voltar mais vezes, o que nem de longe é algo ruim. Nós tivemos uma sorte (ou seria destino?) da dona da pousada nos indicar um guia, cujo avós eram índios originários da região. Ele além de nos mostrar a ilha toda nos dias em que ficamos, me explicou sobre propriedades medicianais de várias plantas, histórias da época onde os índios ainda andavam por aquelas terras, que lhes pertenciam, antes de lotearem a região para fazendas de criançao de ovelhas. De tudo, o mais encantador foi uma salina, que fica em propriedade particular. O dono era conhecido do nosso guia por isso pudemos entrar. Imaginem uma estrada de sal rosa, levei comigo um saco enorme daquele sal (que me durou mais que um ano), e a promessa de voltar um dia e ir numa noite de lua cheia neste lugar magico.

21382018321_af427e951d_o

 

Tem um passeio de barco, onde voce pode ver as baleias (foi na época em estivemos lá)  e os leõess marinhos (há um opcional de mergulhar com os leões marinhos), além de observar aves. Ver a baleia passar embaixo do barco com o bebe…elas são gigantes, nós tão minimos, a natureza é algo tão maior e mais poderoso .

21197056960_2d1f46a3ac_o

esta proxima foto não é minha, mas é para se ter uma idéia do tamanho, eu não consegui tirar boas fotos das baleias, estar perto de tão magnifico animal não carece de fotos e sim de sentir.

amazing-awesome-cruise-huge-ocean-Favim.com-229307
link para foto here

Há também o passeio para observar as orcas e os elefantes marinhos. Infelizmente não pudemos ver nenhum deles, pois não era a época . Voce encontra aqui as melhores épocas para ver cada um dos animais.

E pra quem quer acompanhar toda a viagem, segue a sequencia dos posts.

Patagônia : livros, guias para ler e se planejar antes de ir

Patagônia

Patagônia Trelew- Gaiman

Patagônia Punta Tombo

De tudo, o que eu levei desta magnífica viagem foi a sensação que o divino ainda habita alguns locais, não o divino da tradição judaico-cristã cheio de punição e tortuoso, mas o divino que é infinito que estava aí antes de tudo, que é tão liquido, brilhante e perfeito. Levo comigo a memória de um lugar onde minha alma encontrou uma paz como poucas vezes eu senti.

 

Advertisements
Argentina, Brasileiros vivendo na Argentina, Gastronomia, Mendoza, viagem, vinhos, viver na Argentina

Carmelo Patti, o vinho feito de paixão e poesia

Há alguns dias abrimos em casa nossa última garrafa de um Carmelo Patti. Para quem não conhece, Sr, Carmelo nascido na região da Sicilia veio para Argentina ainda criança, e sua produção de vinhos o tornou uma lenda entre os enólogos de Mendoza. Durante nossa viagem a Mendoza já tinhámos algumas vinícolas indicados por amigos, algumas recomedações vistas em alguns sites/blogs. Em geral, a maior parte das vinícolas oferece um almoço/jantar com degustação de seus vinhos, visita pelas plantações, um pouco de história, visita as instalações onde os vinhos são produzidos. São bem interessante para se ter uma visão geral, mas é sempre algo bem mecanico, por assim dizer.

Nada nos surpreendeu mais adoravelmente que a visita a Bodega de Carmelo Patti. Não estava em nossa programação, nos foi indicada por um taxisita, pois estava no caminho quando voltávamos de uma outra vinícola. Lá voce não marca almoço degustação, não tem .Voce entra num galpão enorme, cheio de caixas com vinhos, e lá está ele. Impossível não sentir o amor posto em cada mínimo detalhe na produção de seus vinho, é como se cada garrafa fosse o filho predileto. Carmelo é um apaixonado pelo trabalho que faz e o faz com um esmero ímpar. Voce tem a certeza que está levando para sua casa um vinho muito especial, uma peça única. Carmelo faz questão de assinar algumas das garrafas que voce irá levar (acredite voce não sai de lá com uma única garrafa).

20170523_200531(1)

 

Numa pequena sala deste galpão há uma mesa, sobre ela taças para degustação, algumas garrafas dos seus vinhos, ao lado outra mesa com um livro onde inumeros visitantes deixam suas impressões, agradecimentos em muitos idiomas. Prepare-se para degustar algumas maravilhas em forma de vinho e escutar excelentes histórias. Ele gosta de ler alguns recados deixados para ele no livro de visitantes, explica sobre a fabricação de seus vinhos, não é um funcionário que está explicando é o próprio dono!! E confesso que Carmelo tem carisma, sua personalidade é como o próprio Sol, quase impossivel resistir, prepare-se para  momentos agradabilíssimos . Um homem apaixonado por vinhos que usa esta paixão para produzir um dos melhores vinhos da Argentina, e ouso dizer que foi um dos melhores vinhos que já provei até hoje.

A Bodega Carmelo Patti produz os chamados vinhos de “guarda”, são vinhos que podem ser guardados por muitos anos (desde que em condições adequadas). Quando voce enche a taça , um aroma já sobe e invade suas narinas, algo como um toque de pimentas tostadas. Ao primeiro contato com a lingua já se sente as notas de morangos, de frutas vermelhas que dançam harmoniosamente com o tanino, muito suve permeado pelas notas de pimenta tostada mescladas .Um vinho complexo , delicioso. Uma experiencia inesquecível . Desejo que os caminhos de minha vida me permitam voltar para mais uma visita. Carmelo nos aguarde!!

carmelo patti

arte, Brasileiros vivendo na Argentina, Buenos Aires, carpe diem, Uncategorized

O tempo sem tempo

Há um ano mais ou menos resolvi fazer um curso de pintura em madeira. Passeando pelas ruas próximas a casa onde morei em Buenos Aires, me deparei com uma pequena loja, com objetos tão simpáticos a venda, acabei por comprar um pequeno fogão de madeira para Sophia. Foi então que vi um cartaz anunciando um curso de pintura. Pertinho de casa, uma tarde na semana.

Eu já estava sem fazer nada há algum tempo e me pareceu uma ótima maneira de dar vazão ao meu lado criativo.Mal sabia eu que, uma loja tão pequenina podia encerrar em si tantas maravilhas, que me renderia momentos que se cristalizariam  como belissimas recordações.Eu queria apenas aprender pintura em madeira. Então, numa quinta a tarde cheguei, sem saber direito o que iria fazer.

Estavam lá Naty e Ana (as professoras ), uma senhora de uns 65 anos e mais uma mulher de uns 30 anos. Naty, espanhola  nascida em Barcelona,gostwava de cinema e andar de patins, professora de artes plasticas e especializada em restauração de obras de arte, com histórias engraçadíssimas da Espanha, de seus ex namorados, de sua mãe, tipica mãe catalã, das comidas de lá, da época em que viveu na França, me ensinava umas palavras em catalão,. Ana, professora de artes plásticas, gostava de ensinar receitas veganas e ler tarot , mas acreditava que não podia cobrar a leitura, que a visão era um dom, uma mulher com a sabedoria de todas as coisas, falava de filosofia, medicina holistica, de suas tardes de domingo onde ia dançar tango com as amigas, das filhas, dos cachorros que havia resgatado nas ruas. A outra senhora, Haydee gostava de conversar com pessoas no onibus e ouvir suas histórias de amor, gostava de  contar sobre sua netinha, de sua infância na Patagonia, da época que morou na Alemanha, dos livros, sempre ótimas indicações para leitura; a outra moça,  contava sobre quando morou na Espanha,mas se apaixonou por um argentino e montou  negócio em Bariloche, se separou , arranjou um nanmorado que dançava milongas como ninguém e vendeu tudo , foi  morar em Buenos Aires, mas tinha acabado de brigar com o novo amor.

Eram tardes imersas nesta agua pulsante e feminina, um mundo trasbordando a perfume, a receitas, poesia, arte, livros, cores, dividiamos nossas histórias de alegrias, de amores  inesquecíveis, de desencontros e reencontros. O tempo parava durante aquelas duas horas. Minhas tardes almodovarianas. Ríamos, nos emocionávamos, tomávamos chá, trocávamos conselhos sobre o tudo e o nada e pintávamos. Coloriamos e criavamos nossas peças com retalhos de hitórias de mulheres, nossas histórias.

Toda quinta. Um grupo de mulheres reunidas. Mulher este ser encantado, mutante, camaleoas que deixa um rastro de estrelas por onde passa. A pequena lojinha ainda existe, passei por ela há dois meses, mas não entrei. Vi Naty sentada pintando, outras mulheres rindo, convernsando.Eu um dia estive ali, naquela pintura. Preferi guardar o momento assim. Se um dia alguém passar por lá digam que eu mando um beijo enorme. A lojinha chama-se Bendita Tienda .

“A las mujeres hay que tenerlas en cuenta. Hablar con ellas, tener un detalle, de vez en cuando. Acariciarlas de pronto. Recordar que existen, que están vivas y que nos importan. Esa es la única terapia.” (Hable con ella)

Argentina, Brasileiros vivendo na Argentina, carpe diem, Patagonia, Patagonia destino, Pinguins de Magalhães, Provincia de Chubut, Punta Tombo, Uncategorized, viagem, viagem a Patagonia

Patagonia – Punta Tombo

Se voce, como eu, é apaixonado(a) por estas criaturas adoráveis, os pinguins, voce precisa vir aqui. A mais ou menos ums hora de carro de Gaiman, está uma das áreas de preservação da espécie, no caso aqui voce verá e espécie conhecida como pinguins de Magalhães. Os melhores meses para visitar são: setembro à março , quando eles vem para acasalamento e só vão embora quando os filhotes já podem acompanhar os pais na volta ao polo sul. Mas é no final de novembro e dezembro que os filhotes começam a nascer. Então, é uma época bem legal, voce verá os pais(papai e mamãe dividem as tarefas, enquanto um vai para o mar buscar alimento o outro fica cuidando da cria) com seus filhotes. Voce também poderá obervar-los  entrando no mar para buscar alimento, e a parte triste, algumas gaivotas vindo pegar os filhotes. Vida selvagem em todos os seus matizes

A reserva de Punta Tombo consta de um museu que mostra a fauna e flora da região, muito interessante, e depois  háo passeio na reserva. Há uma pequena estrada , feita de tabuas de mandeira, com acesso a cadeirantes inclusive, com mirantes. Voce  caminha no meio dos pinguins, só não pode sair desta estrada, nem jogar lixo, nem atrapalhar de alguma forma os bicinhos. Por exemplo, se o pinguin quer cruzar o caminho de madeira, voce que pára para ele passar e não o contrário. O bom é que voce estará bem pertinho, embora não possa, em hipótese alguma, tocar neles ou outro animal qualquer na reserva.

20751478483_dd8e1a01d6_o

Além dos pinguins, voce poderá observar outros passaros e verá guanacos correndo de um lado para o outro, é maravilhoso!!!

Como chegar:

1.Voce pode ir por conta de carro, saindo de Gaiman, Trelew ou Rawson. Eu gostei mais de ir por conta, pois fomos parando, a estrada esta em ótimas consições, mas anteção: o tanque tem que estar cheio, a Patagonia tem isso, voce anda muito tempo sem um unico posto, sem nada, é lindo porém, voce ter que estar prevenido.

2.Voce pode contratar em qualquer uma das cidades acima citadas, agencias de turismo que fazem o passeio em vans ou carros.

Dicas:

  1. No local há visitas guiadas, voce pode contratar antes de ir ligando para a reserva, ou ver os horários para se programar
  2. Leve protetor solar, chapéu e protetor labial e uma garrafa de água, lembrando apesar do vento frio voce está num clima semi-desértico, sem protetor voce terá queimaduras sérias. especial atenção se voce está com crianças.
  3. Na reserva há um restuarante com uma vista super legal, dá para almoçar, tomar um lanche ou comprar água , caso voce tenha esquecido de levar. Leve dinheiro, nem sempre o cartão funciona lá. Também há uma pequena cantina logo no início da trilha, mas com poucas opções.
  4. Na reserva também há banheiros, são bem limpos, um alívio para nós mulheres.
  5. Atençao para não deixar as crianças sairem da trilha, fique de olho, elas ficam loucas com os pinguins…aliás eu quase fiquei, queria ir lá rolar com eles na areia, mas não pode.
  6. Separe o dia para ir lá, além de ser longe vale a pena parar e ficar nos mirantes vendo a linda paisagem, curtindo o momento.

20749983644_1747f72533_o

Um link util para informações da reserva: Punta Tombo

E foi mais por ela que viemos para cá, ela que ama tanto estes bicinhos.

 

Tinha um pinguim no meio do caminho 🙂

Vídeo(78)
Argentina, Brasileiros vivendo na Argentina, carpe diem, Circuito das Capelas galesas em Chubut, Gaiman, Galeses na Argentina, Gastronomia, Patagonia, Patagonia destino, Provincia de Chubut, Trelew, viagem, viagem a Patagonia

Patagonia , Trelew – Gaiman

Saimos de Buenos Aires de avião e escolhemos estas cidades para começar nossa viagem. O vôo chega em Trelew direto, há vôos regulares Buenos Aires- Trelew, há também voos onde Trelew é apenas conexão. Pode-se ir também de onibus ou de carro, se tivessemos mais tempo gostaria muito de fazer de carro. Uma dica é procurar no decolar.com por promoções, a Aerolineas Argentinas é a companhia que mais tem vôos diretos e vôos com conexão em Trelew. O vôo dura 1 hora e 50 minutos.

Em Trelew alugamos um carro. Decidimos ficar em uma Pousada em Gaiman, pois Trelew apesar de ser uma cidade bem maior, não tem lá muito charme. Mas aí é da escolha de cada um.

A História destas colonias é bem interessante. Vale a pena dar uma lida e pesquisada. Ainda se fala, entre os mais velhos, o idioma galês ou Cymraeg . É uma antiga lingua celta falada por umas 600 mil pessoas em Gales e por umas 5 mil em Chubut. Diferente dos ingleses que vieram para a Argentina , este grupo não entrou em confronto com os índios locais, e  houve na verdade uma integração entre eles. No início, os colonos contaram com muito pouco apoio e isolamento, sobreviveram graças ao que aprenderam com os indios locais. Para quem quiser saber mais sobre a história destes colonos segue o link ( esta em espanhol, mas há a opção de ler em ingles para quem preferir) : Colononização Galesa na Provincia de Chubut

Em 28 de Julho de 1865, chega o barco “Velero Mimosa” com 153 imigrantes provenientes do País de Glaes, saindo de Liverpool se dirigiram às costas de Golfo Nuevo (atual Puerto Madryn) e se estabelecem a alguns km mais ao sul, sobre a margem esquerda do Rio Chubut, fundando as cidades de Gaiman, Dolavan, Rawson – capital de província – e Trelew, batizada pelos colonos “Povo de Luis”. Na lpingua galesa : Tre = Povo e Lew = apócope de Lewis; de Lewis Jones, principal responsável pela concessão para construir a estrada de ferro na região.

Foto colonos (museu de Gaiman)21361631092_bce3b4137f_o

TRELEW

Em Trelew, restou pouco das casas típicas dos galeses, e há pouca coisa interessante para ver (minha opinião), mas vale a pena perder uma manhã ou uma tarde no Museo Paleontológico Egidio Feruglio, um dos mais importantes museus de paleontologia do mundo. O museu abre dutrante a alta temporada (setembro a março) das 9:00 as 19:00 todos os dias, e em baixa temporada (março a inicio de setembro) das 9:00 as 19:00 de segunda a sexta. O museo é fantastico, conta com ossos de dinossauros que viveram na região e América do Sul, um imperdível passeio com crianças ou mesmo só para adultos. Uma curiosidade, lá voce poderá ver os ossos do maior dinossauo encontrado na Terra !! Segue o link do museu para maiores informaçoes. MEF – Museu Paleontológico Egidio Feruglio

Foto – Osso do maior dinossauro encontrado na Terra

Mais dinossauros do museu

GAIMAN

Gaiman, cidade pequena e encantadora, cheia de flores, casinhas lindas feitas de pedra com cortinas rendadas nas janelas, cerejeiras e pés de framboesas pelas ruas, casas de chá. Não  há hoteis em Gaiman,só pousadas familiares, a cidade é bem pequena mesmo, voce vai a todos os lugares a pé. Alugamos carro para ir de Trelew ate Gaiman, e de lá saimamos de carro para outros lugares (Punta Tombo e cidades a volta). Mas atenção: a cidade é pequena mesmo, e só conta com um banco que talvez não sirva para voce sacar dinheiro, então meu conselho: retire dinheiro em Trelew ou em Buenos Aires, ja vá com o maximo de coisas pagas(ex pousada, passeios se for pagar antes de viajar, etc). Há também uma curiosidade, existem lendas que os templarios vieram para esta região, mas são infundadas, o que ocorreu é que os galeses usam simbolos celtas em lapides e outras construções, que foram interpretados como códigos templários por alguns “misticos”.

https://www.flickr.com/photos/133005153@N07/21371675865/in/album-72157656214568584/

onde ficamos: ficamos numa pousada familiar, nada de super luxuosa, mas limpa , confortável, tinha ar condicionado (a noite fazia frio, porem de dia o sol é de clima semidesértico, voce não aguenta sair para caminhar na cidade após o almoço, então ficar no quarto com Tv e ar condicionado dormindo a “siesta”, é uma boa pedida),e com um cafe da manhã justo (satisfatório e gostoso). A dona morava no local, falava pouco mas sempre estava a disposta a ajudar, indicar locais para irmos, etc. A pousada ficava pertinho da praça central. O link para a pousada é : Yr Hen Ffordd , mas voces podem procurar outras no site do TripAdvisor. Atenção : dependendo da época as pousadas lotam, se voce quer ficar em Gaiman planeje com antecendencia.

onde comer :

Então, as coisas ainda esao instaveis pela Argentina, melhor ter a mão dinheiro para pagar e não contar tanto com cartão. Na época pagamos algumas coisas com cartão, mas é sempre bom prevenir. Uma coisa é certa não deixe por nada do mundo de ir a uma casa de chá, e desfrutar o “real welsh tea” e as deliciosas tortas galesas (típicas da região, receitas das avós)

1.Gwalia Lan: um restaurante muito gostoso, uma carta de vinhos bem legais e interessantes da região da Patagônia. Comida deliciosa. Muito bom para encontrar com pessoas que vivem lá e falam o Welsh. A carne lá é deliciosa, as massas também, então oferece opções para carnivoros e vegetarianos 🙂

2. Ty Gwyn: cada de chá, o que eu chamaria de  “a real Welsh Tea”. Atendimento muito atencioso, voce pode escolher entre chá e cafe, mas vamos combinar ir lá e não tomar chá?? Acompanha uma variedade de tortas doces, salgados, voce nao vai querer jantar depos. Um ambiente agradável, com móveis ainda da época dos primeiros colonos em exposição, alguns souvenirs para comprar. E a roupinha do bule de cha é puro amor, e tem para vender por lá.

21381550151_c8676e697f_o

3. Ty Te Caerdydd: outra casa de chá muito gostosa, mas que conta com uma curiosidade, quando a Princesa Diana visitou Gaiman, foi lá que a familia real foi tomar seu chá.

4. Clave Celta : não tivemos tempo de ir, mas foi super indicados por amigos que foram a Gaiman, acho que vale a visita

A cidade conta com mais casas de chá que estas que indiquei, deem uma procurada no TripAdvisor .

O que fazer :

1. Museo Histórico Regional de Gaiman : um museu bem pequenino mesmo, mas no dia que fomos atendidos por uma rapaz muito atencioso, que contou varias histórias da cidade, dos bisavós que chegaram lá, e de como as coisas eram quando chegaram os primeiros colonos. De quebra ainda compramos um pequeno dicionário feito por gente de lá de espanhol- gales.

2. Circuito Histórico Peatonal: interessante circuito onde voce poderá ver as primeiras casas construidas na cidade, uma delas ainda mobiliada ocmo na época (interessante imaginar como eles viviam, pois na época nem agua encanada tinham , nem luz eletrica), é também possivel ir ate o tunel do trem que passava por ali.

21362507072_9d6063656b_o

Primeira casa em Gaiman

3. Circuito das Capelas Galesas : qaundo os primeiros colonos chegaram construiram pequenas capelas, com arquitetura típica muito interessante. Mas para fazer este circuito, são 16 capelas ao todo, seria interessante ou ter um carro alugado ou contratar alguma empresa, pois elas se localizam em mais de uma cidade da região. Segue a lista de todas , o texto esta em espanhol. Circuito das Capelas Galesas em Chubut

4. Parque Paleontológico Bryn Gwyn : não fomos , mas estou colocando mesmo assim. Não fomos pois além do pouco tempo, o sol estava muito forte e ficamos preocupados em fazer Sophia andar tanto embaixo do sol (na época ela tinha 3 anos). Mas ao que parece há muitos fósseis para ver, parece bem interessante. Há visitas guiadas. Nao esqueça de levar chapeu, muito protetor solar, muita agua

5. se estiver com carro seu ou alugado: passear sem destino, pegamos uma tarde e saimos pelas estradas, sem rumo , indo a pequenos vilarejos perto de Gaiman. Paisagens lindas.

20749676574_f3f821c4b8_o

21372346715_87a3089297_o.jpg

Argentina, Baleias Patagonia, Brasileiros vivendo na Argentina, carpe diem, Patagonia, Patagonia destino, Provincia de Chubut, viagem, viagem a Patagonia

Patagônia Argentina – livros e guias para ler

Uma das coisas que adoro fazer antes de viajar é estudar. Compro livros da história do local, artistas locais, hoteis, museus, pontos turisticos. Quando decidimos ir a Patagonia comecei lendo um livro sobre a história da região, esta em espanhol, mas se voce nao pretende se aprofundar ou não tem tanto interesse, uma breve passeada na wikipedia poderá dar uma visao geral. A história de lá não é das mais belas. O livro se chama ” Menéndez el rey de la Patagonia”, de José Luis Alonso Marchante. É muito interessante, conta fatos que não são encontrados facilmente em livros de História , além de ter inumeras referncias de livros e artigos de onde retirou as informações.

A História que não esta nos livros de História. Por exemplo, em uma parte do livro conta sobre missionários da Igreja Anglicana, que vieram para Terra del Fuego (sul da Argentina) para ” evangelizar selvagens” mas que acabaram  utilizando-os para trabalho escravo, e que uma década após o inicio da grandiosa missão, já dominavam os negócios da região. Há grupos indígenas que desapareceram vitimas de doenças trazidas pelos brancos, outros tantos levados para os zoológicos humanos da Europa, outros tantos escravizados, destituídos de suas terras. Por falar nas terras indígenas, muitos destes missionários ganharam estas terras e deram inicio as fazendas de criação de ovelhas que existem até hoje na Patagonia. Graças a estas fazendas as populações de guanacos, que comem do mesmo pasto, foram quase dizimadas. Estas fazendas empregam índios e mestiços até hoje por salários ridículos. A lã das ovelhas é entregue a empresas inglesas, de quem a Argentina compra de volta o produto já manufaturado. A industria têxtil aqui é quase inexistente.

patalivro

 

Já para pesquisar locais para visitar e organizar a rota que seguiriamos (Patagonia é gigante meu povo, nao tinhamos tanto tempo e por isso nao vimos tudo), utilizei o guia da YPF para Patagônia, dá para ter uma panhado geral da região, decidir se quer fazer de carro,aviao, onibus, misturar as opções. Ai vai de cada um, do tempo, do quanto pode gastar.

Já para seleção de locais onde ficar costumo usar o site TripAdvisor , o motivo: gosto muito de ler a opinião de quem se hospedou nos locais, as fotos que não são de fotografos feitas para o hotel/pousada, além disso em geral há cotaçãoes de mais de um lugar. O site do TripAdvisor  :  http://www.tripadvisor.com/

Como tinhamos pouco tempo escolhemos a Provincia de Chubut, pelas curiosidades históricas, pela fauna abundante e porque lá há muitos sítios arquiológicos com fosseis de dinossauros e nossa pequena é louca por eles.

Agora algumas considerações para voce que se interessa em viajar a Patagonia.

  1. Aqui o ponto alto é a natureza, então se voce quer museus, noites com shows, varios restauarantes gourmet, esqueça. A unica região da Patagonia que ainda voce pode encontrar maior variedade e conforto em hoteis 5 estrelas será a região de Bariloche. E desta região eu falarei em outro post. A Patagônia selvagem, como eu chamo ,não conta com atendimento 5 estrelas em hoteis, mas compensa pela beleza.
  2. Ir com crianças. Bem ai voce tem que selecionar os passeios que são possiveis ou não, dependendo da idade da criança. Minha filha estava com 3 anos quando fomos, mas é uma criança acostumada a viajar, come de tudo, super tranquila. Alguns passeios são longos e cansativos. Há passeios de barco, e se vc pretende ir até Ushuaia, bem tenha em mente que há passeios que não vão rolar com crianças.
  3. Mesmo no verão a Patagonia tem um clima difícil, não chega a ser frio durante o dia, mas o vento é bem gelado, e a noite não saia sem casaco. O vento é constante, o que engana um pouco , e voce não sente o sol. O sol lá é forte, não deixe de usar protetor, levar chapéu, e sempre tenha agua, o clima é semi- desértico , voce desidrata facilmente. O inverno costuma ser bem frio (de 2°C a 12°C em média)
  4. Há inumeros grupos de animais que voce pode ver por lá, mas informe-se a datas de acasalamento, etc,para não ter decepções.

Observar animais fantásticos como baleias, pinguins, orcas em seu habitat natural é algo inesquecível. Uma experiencia única e de tirar o folego. Mas infelizmente eles não estão todos os meses por lá, e algumas espécies estão em alguns meses onde outras não estão. Então voce precisa decidir o que prefere. Segue um grafico para ajudar, bem como os melhores locais para observação.

calendario

Baleias: Península Valdes, Puerto Pirámides. (é possivel que se voce for mais para o final de novembro não tenha mais baleias, nós tivemos sorte).

Orcas: Punta Norte, Caleta Valdés.

Pinguins:Punta Tombo, Punta Delgada. Atenção apesar deles estarem presentes de  setembro a abril, lá por final de novembro estão com os filhotes (foi qdo nós estivemos por lá), é maravilhoso de ver os filhotes.

Lobos marinos: Punta Loma, Punta Norte, Puerto Madryn

Elefantes marinos: Punta Delgada, Punta Cantor, Caleta Valdés.

Golfinhos: Puerto Rawson

Aves: Isla de los pájaros.

Tonina: Playa Unión (Rawson), Puerto Pirámides.

Mapa da região:

https://www.google.com/maps/d/embed?mid=zcHbHGddQ5dE.kd6dMCvg1e0o“>

 

Como chegar até a Patagônia:

Tudo irá depender do planejamento que voce realizar. Saimos de Buenos Aires de avião até Trelew, e de lá alugamos um carro. Do Brasil depende de onde voce sai , se vai resolver fazer uma parada em Buenos Aires(super recomendo). Ou pode-se ir de onibus ou carro. Esta na minha lista de desejos refazer esta viagem de carro desde Buenos Aires. Já fiz uma vez até Ushuaia, há muitoa anos atras, mas sem muita grana. Quero ir ate o extremo da América de carro, com calma, com tempo. Espero conseguir.

Da nossa viagem, dividirei em 3 posts os locais importantes, para falar sobre hospedagem, locais para comer, passeios.

  1. Trelew e Gaiman
  2. Punta Tombo
  3. Peninsula Valdes

Até os próximos posts 🙂

 

Argentina, Brasileiros vivendo na Argentina, carpe diem, Patagonia, viagem, viagem a Patagonia

Patagonia

A Patagonia é uma terra esquecida. Um outro pais dentro da Argentina, feito daqueles que foram esquecidos. Uma imensidao selvagem, voce anda kilometros sem avistar ninguém, só a Natureza. E isto é de um poder absurdo. E mesmo com tantas vastidões de terras sem homens, tudo parece funcionar numa absoluta perfeiçao, como se a humanidade quase não fizesse falta ali.

Caminhar por aqueles locais ermos, vazios de pessoas mas plenos de uma beleza tão indomável, faz voce se sentir muito pequeno e questionar muitas de suas certezas. É inevitável olhar para esta loucura consumista do mundo moderno e perceber o quão doentes andamos. Estar ali e precisar de tão de pouco, e mesmo assim ter a alma tão cheia de silencios, de paz, de contemplação. Somos nada, um sopro e já nao existimos, nao somos sequer lembranças.

Andar pelas estradas patagonicas me fez relembrar muito de um livro de Henry David Thoreau. Ha um trecho que ele escreve:” I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived.”

A Patagônia Argentina não pode ser descrita em toda sua força e beleza , ela precisa ser vivida. Próximos posts com lugares e um pequeno guia para viajantes.

patagonia