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Come a little bit closer, hear what I have to say

 

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Billie Holiday, mulheres, mulheres na musica

Tha Lady Day

Quando ela morreu, em 1959, as rádios norte-amaericanas quase não tocavam mais suas gravações, mas felizmente para nós isto mudou, esta diva conhecida como Billie Holiday passou a ser cultuada pelas gerações posteriores com uma intensidade que a própria cantora não chegou a desfrutar em vida.

Com uma infância conturbada, sendo criada ora pela mãe ora por parentes, ajudou durante um tempo na limpeza do restaurante de sua mãe numa rotina pesada de trabalho, mas após uma tentativa de estupro foi colocada em um abrigo para crianças. Aos 12 anos percebeu que não poderia contar com sua mãe. Aos 13 anos começa a trabalhar num pequeno bordel, levando recados, trocando toalhas e foi lá que travou o primeiro contato com o jazz.

Aos 23 anos ela já tinha dividido gravações e se apresentado com Duke Eligton, Count Basie, Lester Young, entre outros grandes do jazz. Mas mesmo seu estrondoso sucesso não a livrou de sofrer com o racismo, chegou mesmo a ser impedida de ficar nos clubes a não ser que estivesse no palco cantando. Seu estilo único, sua capacidade fabulosa de frasear ou improvisar cativou todos na época e continua fazendo fãs.

Billie faleceu em decorrencia do abuso de alcool e drogas, faleceu de cirrose hepatica. Nos deixou um legado de canções belissimas. Uma em especial eu gostaria de compartilhar com voces: Strage Fruit, cantada pela primeira vez no Apollo, no Harlem. Strage Fruit é uma canção baseada num poema, é um protesto contra o racismo , na época negros eram linchados e muitos enforcados e seus corpos deixados pendurados em árvores.

“Southern trees bear a strange fruit
Blood on the leaves and blood at the root
Black bodies swinging in the southern breeze
Strange fruit hanging from the poplar trees

As árvores do sul produzem uma fruta estranha
Sangue nas folhas e sangue nas raízes
Corpos negros balançando na brisa do sul
Fruta estranha pendurada nos álamos…”

Musica

Tangos

Quem mora fora só ouve falar de Carlos Gardel, mas há muito mais para saber. Há quem não goste, mas se voce vem para cá, tem que escutar ao menos um, há que se ver um show de tango, ao menos nas ruas de Camiñitos ou San Telmo. Há uma rádio FM que só toca tango, para quem tem curiosidade, ela tem programação online:

http://tunein.com/radio/La-2×4-FM-927-s84341/

Eu , particularmente, acho tango muito passional, muito sensual, adoro. Segue um tango pouco conhecido para quem é do Brasil. Com voces Aníbal Troilo, também conhecido como Pichuco.

Malouma, Musica, musica norte da Africa

Malouma

No mundo árabe a música é definida e feita em grande parte por homens, inclusive, alguns países que tem adotado uma posição mais radical, proibem mulheres de cantar, e em consequancia disto , mulheres cantoras. Nem sempre foi assim, e apesar de tudo, ainda há mulheres que não só se destacam na musica, bem como fazem dela seu intrumento de protesto.

Malouma é uma destas estrelas do Oriente. Nascida na Mauritania, aprendeu musica com seu pai, um musico tradicional e poeta. Mas sua musica está longe de seguir tradições, é antes uma mescla de sons tradicionais e blues , e outras influencias.

Durante parte de sua carreira tocou com seu pai, depois do casamento teve sua atuação na musica sufocada. Porém, em meados de 1980 ela voltou com força renovada, ampliando o escopo de seu manifesto político para incluir letras que abordam o HIV, a vacinação de crianças, e analfabetismo entre as mulheres, entre outros temas. Mais notavelmente, ela tem sido um defensora para a integração das comunidades árabes e afro-mauritanas: sob o domínio Presidente Maaouya Ould Sid’Ahmed Taya, a discriminação contra afro-mauritanos estava se tornando cada vez mais acentuada. Adotando essa postura, sua música foi banida da televisão e rádio por mais de dez anos; musicas que ela gravou para a UNICEF foram censuradas, chegando num ponto até mesmo em que suas linhas telefônicas foram cortadas.

Sua musica esteve banida em seu país até 2005, quando o presidente foi derrubado. O pais em seguida realizou sua primeira eleição oficial e Malouma foi eleita senadora com uma quantida enorme de votos. Infelizmente em 2008 houve um outro golpe militar e apesar da volta da censura, ela continua a lutar com sua música pelso direitos humanos. Segue uma musica dela que me enche de alegria sempre que a escuto.