Musica, poesia

Donne moi la flute

Each human being is like a living flute. Delightful music is produced when the breath of divine that live inside us flows through this hollow reed. We are the musicians of our Universe. And our melodies could live forever in the memory of our beloved.

“Give me the flute and sing
For singing is a secret of existence
And the wailing of the flute remains
After the vanishing of the world

Have you taken the forest, like me
As a home, instead of palaces
So have you followed the waterfalls
And climbed the rocks

Have you bathed in fragrance
And were you dried by light
Have you drank the dawn as wine
From cups of ether?

Have you sat in the afternoon
Like me, between grab vines
And the clusters hanged
Like chandeliers of gold?

Have you taken the grass as bed
And the space as blanket
Humbled of what’s coming
Forgetting what has passed?
Give me the flute and sing

And forget the illness and the medicine
For people are lines,
Written, but by water!

(Gibran Khalil)

Advertisements
poesia

Bric-à-brac

Minha vida é uma caixinha de musica, cheia de quinquilharias,

Bijouterias baratas, conchinhas minusculas

Botoes de roupas que não mais exitem

Uma coleção de pequenezas

Que ganhei, comprei, encontrei ou roubei aqui e acolá.

Onde sempre está a tocar musicas antigas.

Uma caixa de musica cheia de  gavetas e compartimentos que

Quando abertas revelam perfumes de terras distantes

De alguns mundos por mim criados e que ninguem nunca visitou

E, um bom observador,

É capaz de encontrar o compartimento secreto,

Onde guardo meu coração,

Este objeto singular, que ainda mira

Com grande espanto para o Amor.

…………………………………………………………………………………………………………………………….

 

 My life is a little music box, full of bric-à-brac

Cheap jewelry, tiny little shells,

Buttons which belongs to a clothes that don’t exist anymore

A collection of smallness

Which  I earned, bought, found or stole here and there,

Where  is always playing old songs.

A music box full of small drawers and side compartments that

When it opened reveals  fragrances  from distant lands

And some worlds created by me that no one never even visited.

And, a careful observer,

Is capable to find a secret compartment

Where I keep my heart,

This singular object that still gazes

With a great astonishment to Love.

 

russo

 

poesia

Your heart

Portuguese/English

Eu sei o que se passa ai dentro

Vejo o sangue que escorre

Pelas laminas cravadas em teu coração

Eu vejo daqui tuas feridas

O cheiro de sua tristeza vem no vento

Tudo dói, quando não dói é vazio

Noites seguidas por mais noites

Pés cimentados  numa realidade aspera

Um quarto desarrumado, cheirando a cigarro e unidade

Da janela se vê um horizonte pintado de cinza.

Eu passo as tardes a bordar.

Se um dia quiseres  me chamar

Sei como retirar as laminas que te fazem sangrar

Da minha caixa de bordado, escolherei as mais suaves linhas

Bordarei sobre tuas feridas desenhos de outras realidades

Fecharei uma a uma de tuas feridas com cores impossíveis.

……………………………..

I know what is happening inside of you

I see the blood that flows out

Through blades placed into your heart

I can see from here your  wounds

The smell of your sorrow comes with the winds

Everything hurts, and when is not hurting is empty

Nights follow by more nights

Feet cemented in a roughened reality

A messy room, smelling cigarette and humidity

Through the window nothing but a gray horizon.

I spend my afternoons embroidering

If one day you want to call me

I know to remove the blades that make you bleed

From my embroidery box, I would choose the most tender lines

I would embroider over your wounds pictures from other realities

I would stitch one by one with impossible collours.

 

 

heart

 

poesia

Antiga canção para embrulhar memórias

Portuguese/English

Está tudo bem? ou está tudo vazio?

Em um dos olhos um sim

No outro um não

Na garganta uma canção simples

Ou seria tristeza?

Como apagar o que meus olhos já viram?

Perdi meu talismã em terras estranhas

Levaram meu casaco com meus sonhos no bolso dele

Dos meus exércitos, só restou uma bandeira rasgada no chao

Onde o sangue já seco cobre a serpente tatuada.

Minha carne cortada arde no sal de tua saliva

Nada para além da silenciosa solidão.

É preciso correr para não perder o trem.

É preciso correr para não ser devorado.

É preciso correr.

O que não é para já

É para Jupiter

Dentro de um livro encontrei um papel manchado de flores

Onde embrulhei minhas memórias.

…………..

Is everything alright? or is it all empty?

In an eye a Yes

In the other a No

In the throat a simple song

Or was just sadness?

How can I erase what my eyes have already seen?

I lost my talisman in strange lands

They took my coat with my dreams into the pockets.

From my armies, only one torn flag remained on the floor

And a dried blood already covers the tattooed serpent.

My cut meat burns in the salt of your saliva

Nothing but the silent solitude.

You must to run or you’ll miss the train.

You must to run or you’ll be devoured.

You must to run.

What is not for now

It’s for Jupiter

Inside a book I found a stained paper by flowers

Where I wrapped my memories

 

15826053_1383828221647944_1984158945914698165_n

 

 

 

poesia

Let’s call the wind

O vento que canta na beira do mar

é o vento que traz vozes de quem se foi,

de quem está longe, é vento da saudade,

é o abraço da nostalgia.

………………………………..

The wind that sings by the sea

it’s the wind that brings voices of who’s gone,

of the one who is far away, it is the wind of longing,

is the embrace of nostalgia.

 

poesia

Mon terrible enfant

Eu te amo
Longíquo
Imaginado
Platonico

Eu te amo
Pelo olhar verdejante
Pela curva do canto do teu sorriso
Pelo refúgio do teu abraço

Eu te amo
Pelas noites de conversas intemináveis
Pela paz que inunda meu coração
Pelo mar que se abre cá dentro

Eu te amo
Noturno
Marítimo
Invernal